O advogado Álvaro Seiça Neves, militante antifascista, preso político, que pertenceu à organização dos três congressos da oposição que se realizaram em Aveiro, foi homenageado dia 17 de Outubro, em Aveiro, no ano do centenário do seu nascimento.
Na sessão, organizada pelo núcleo de Aveiro da URAP, tomaram a palavra António Morais, que dirigiu os trabalhos, António Regala, Jorge Sarabando e o General Pezarat Correia, para além de membros da família que, num momento significativo e emotivo, enalteceram a iniciativa e deram uma nota importante sobre a vida do homenageado.
Abriu a sessão António Morais que saudando todos os presentes, incluindo os presidentes da Assembleia Municipal de Aveiro, da Câmara Municipal de Aveiro e da União de Juntas de Freguesia da Glória e Vera Cruz, justifica o acto, além dos méritos do homenageado, também pelo “exemplo de resistência à usurpação da liberdade e da democracia” tão necessário em “tempos que atravessamos complexos, confusos e pantanosos que alguns pensadores já apelidaram da Era da pós-verdade, em que deixou de ter interesse a verdade como um valor absoluto, e a manipulação das massas põe em risco os cimentos da democracia, em que o terreno é fértil para o florescimento de movimentos populistas e a ascensão de tiranos, déspotas e autocratas que tentam ocupar o poder, em que os mecanismos que sustentam a legitimidade soberana do povo estão continuamente a degradar-se e a deteriorar-se”.


A primeira parte da Assembleia Geral da URAP decorreu, dia 19 de Setembro, em Lisboa, para apresentação do Plano de Actividades para o ano de 2020/2021 e troca de informações, tendo sido ainda votada por unanimidade dos sócios uma moção na qual estes “reiteram a condenação dos actos fascistas, racistas e xenófobos que ocorreram nos últimos tempos em Portugal”.
José Pedro Soares, ex-preso político e dirigente da URAP esteve presente numa sessão em Évora promovida em conjunto pela colectividade SOIR Joaquim António d’Aguiar e a URAP sob o tema “O passado foi lá atrás?”, que visava lembrar as atrocidades do fascismo e a luta pela democracia em Portugal.
Virgínia Moura, que dedicou a sua vida à luta antifascista, presa política por 16 vezes, foi evocada pelo núcleo da URAP do Porto nos 105 anos do seu nascimento, em cerimónia realizada dia 25 de Julho na Rua do Heroísmo, ex-sede da PIDE naquela cidade, com a presença de cerca de 30 pessoas.
A URAP e a Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC) assinaram, dia 17 de Julho, em Peniche, um protocolo de cooperação que visa o desenvolvimento de um conjunto de acções, nomeadamente partilha de conteúdos, previstas no projecto de criação do Museu Nacional da Resistência e da Liberdade.
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