Em Fevereiro de 2025, foi firmado um protocolo entre a Câmara Municipal de Santa Comba Dão e o Arquivo Ephemera visando a criação do “Centro Interpretativo do Estado Novo – Regime e Resistência”. Recentemente, foi anunciado que este centro “do Estado Novo”, não do “Estado Fascista”, ia realizar, em Outubro, a sua primeira iniciativa, com uma exposição.
A União de Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP) lembra a longa luta que - com a população de Santa Comba Dão, de inúmeros democratas, entre os quais historiadores, de ex-presos políticos e seus familiares e de posições da Assembleia da República - tem sido travada para afastar este propósito na terra onde nasceu o ditador Salazar.
A instalação deste centro na Escola Cantina Salazar, no Vimieiro, a poucos metros da casa onde nasceu o ditador, só servirá para avivar o mito do estadista do fascismo e para desculpabilizar os seus crimes. É por isso lamentável que agora outros reconhecidos historiadores não tenham em conta esta luta de muitos anos.


por Cristina Pratas Cruzeiro, Investigadora no Instituto de História da Arte da NOVA FCSH
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No Porto, dia 9 de Maio, cinco centenas de pessoas marcharam entre o Largo Soares dos Reis – junto ao edifício onde no fascismo funcionava a sede da PIDE/DGS – e a Rua de Santa Catarina, exigindo a criação de um museu da resistência na Cidade Invicta.
O resistente antifascista Carlos Brito, antigo dirigente do PCP, preso político, interveniente na revolução do 25 de Abril, deputado Constituinte e à Assembleia da República, candidato presidencial, director do jornal “Avante”, escritor, morreu quinta-feira, dia 7 de Maio, na sua casa de Alcoutim, Algarve, aos 93 anos.
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