Neste fim de semana, o XX Congresso Ordinário da Federação Internacional de Resistentes (FIR) decorrerá em Lisboa. Delegados e convidados de 15 países estarão presentes para debater questões relativas ao futuro da FIR. Temos o prazer de anunciar que este congresso, com o enorme apoio da nossa associação-membro portuguesa, a União de Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP), vai realizar-se num local tão apropriado: a cidade da “Revolução dos Cravos” de 1974.
A abertura do congresso, sexta-feira à tarde, tem a particularidade de coincidir com a cerimónia do 75º aniversário da FIR. Fundada em 1951, no auge da Guerra Fria, esta organização – com associações-membros tanto no Ocidente como no Oriente – foi criada com base nos objetivos comuns partilhados pelos sobreviventes do regime nazi e pelos movimentos de resistência em todos os países ocupados.


A Federação Internacional de Combatentes da Resistência (FIR) – Associação de Antifascistas, herdeira da Federação Internacional dos Antigos Prisioneiros Políticos (FIAPP) fundada em 1946 no rescaldo da Segunda Guerra Mundial, convidou a URAP a acolher em Lisboa, no mês de Novembro, o seu XX Congresso ordinário. A URAP, que se encontra há largos anos filiada na FIR, aceitou tal convite com grande satisfação, considerando-o como o reconhecimento do trabalho que vem desenvolvendo ao longo dos 50 anos da sua existência, que justamente se comemoram neste ano de 2026.
O livro “Vencedores – Tarrafal 90 anos” evoca o que foi o Campo de Concentração do Tarrafal. Inclui, entre outros textos, depoimentos de familiares de tarrafalistas e tem como objectivo principal dar a conhecer a crueldade do regime fascista com a criação do «Campo da Morte Lenta», que funcionou em duas fases – de 1936 a 1954 e de 1961 a 1974.
por Bárbara Carvalho, Musicóloga
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