Vítor Dias, militante antifascista desde os finais dos anos 60, membro do Conselho Nacional da URAP, e do PCP, morreu quarta-feira, dia 25 de Fevereiro, em Lisboa, vítima de cancro.
O corpo de Vítor Dias vai estar hoje, a partir das 14h30, na Capela Mortuária da Igreja Matriz da Amadora, e o funeral sai, amanhã, sexta-feira, dia 27, pelas 14h30 para o Cemitério da Amadora.
Vítor Manuel Caetano Dias nasceu em Vila Franca de Xira em 13 de Setembro de 1945, foi dirigente da Associação de Estudantes da Faculdade de Direito de Lisboa, entre 1966/1967, integrou desde 1969 diversas estruturas da CDE de Lisboa, tendo sido candidato às eleições legislativas desse ano, e participado em 1973 no III Congresso de Aveiro. Foi dirigente do MDP/CDE até 1976.
Em 1973, Vítor Dias aderiu ao PCP, passando a funcionário do partido desde 1976 e mais tarde a membro do Comité Central e da Comissão Política, até 2004. Foi responsável pelo trabalho de Informação e Propaganda Central, porta-voz do partido, autor de textos na imprensa do partido e participante em vários actos eleitorais. Foi ainda membro da Assembleia Municipal de Vila Franca de Xira no primeiro mandato autárquico de 1976/1979.
Em 25 de Abril de 1974, Vítor Dias estava preso pela PIDE desde 6 de Abril de 1974, pouco tempo antes da Revolução, tendo sido libertado com os outros presos políticos de Caxias em 27 de Abril.
Na URAP, apoiou o trabalho editorial e participou em sessões de esclarecimento sobre o regime fascista e o pós-25 de Abril em escolas e noutras instituições.
Vítor Dias manteve a colaboração, como colunista, em vários jornais e foi o autor, até Agosto de 2025, do blogue "O Tempo das Cerejas".
O seu blogue tinha como mote «"Le temps des cerises", a canção de Jean Baptist Clément (letra) e Antoine Renard (música) escrita em 1866, sendo portanto anterior à Comuna de Paris (que durou de 18 de Março a 28 de Maio de 1871) e não é um canto revolucionário, mas uma cançoneta de amor. Mas, no contexto histórico daquela epopeia revolucionária, a verdade é que “Le temps des cerises” ficou para sempre como um símbolo das imensas esperanças que a Comuna de Paris tinha gerado. Marcel Mouloudjdi, Yves Montand , Juliette Greco, Nana Mouskouri, Tino Rossi cantam “Le temps des cerises”».
A URAP manifesta o seu profundo pesar pela morte de Vítor Dias e apresenta à sua mulher, Noélia Oliveira, e restante família os seus sentimentos.



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