Morreu dia 21 de Março, em Beja, João Honrado, 84 anos, um dos presos políticos libertados com o 25 de Abril de 1974. Preso pela primeira vez em 1947, quando aderiu ao MUD Juvenil, voltaria às cadeias do fascismo – Aljube, Caxias, Peniche e Penitenciária de Lisboa – em 1962 e 1974, cumprindo um total de 12 anos de prisão. O nome de João Honrado integrava sempre as campanhas de solidariedade com os presos políticos e pela amnistia desenvolvidas em Portugal e no estrangeiro. João Honrado, um dos mais destacados militantes comunistas alentejanos, filiou-se no PCP em 1950 e em Dezembro de 1955 passou à clandestinidade, como funcionário deste partido, para dirigir as lutas do sector estudantil de Coimbra em 1958/1962 e as greves operárias e dos pescadores da região do Porto.
«Quem vem para o Tarrafal vem para morrer!», dizia Manuel dos Reis, director do Campo de Concentração do Tarrafal, criado em 1936 na chamada «Colonia Penal» do Tarrafal, numa das piores zonas climáticas, a Achada Grande, na Ilha de Santiago, Cabo Verde.Uma breve história deste período foi relatada por Celestina Leão, membro do Conselho Directivo da URAP, dia 16 de Março, no cemitério do Alto de S. João, em Lisboa, junto ao Mausoléu dos Tarrafalistas, às cerca de 150 pessoas que, debaixo de chuva, prestaram homenagem aos combatentes e resistentes na luta contra o fascismo, que morreram no Tarrafal.
«A morte do cidadão palestino Arafat Jaradat, ocorrida no passado dia 23 de Fevereiro nas cadeias israelitas, veio, uma vez mais, chamar a atenção da opinião pública para a situação dramática em que se encontram os prisioneiros palestinos nas prisões do Estado de Israel.» A URAP é subsctora da resolução "Liberdade para os palestinos presos por Israel" e apela à participação de todos no acto público de solidariedade, dia 19 de Março, pelas 18h00, em Lisboa (do Miradouro de São Pedro de Alcântara ao Largo Camões).
Mulher admirável, perseguida pela ditadura pela sua vida de combate e resistência antifascista, expulsa do ensino e presa três vezes, Maria Isabel Aboim Inglez, a “indomável” no parecer do grande poeta José Gomes Ferreira, foi homenageada a 08 de Março, numa iniciativa conjunta da URAP e da Biblioteca-Museu República e Resistência, da Câmara Municipal de Lisboa.
O reforço dos núcleos da URAP, o contacto com escolas, alunos e professores e a participação nas comemorações do 25 de Abril, que se aproxima, foram os principais temas destacados pela coordenadora da URAP, Marília Villaverde Cabral, na Assembleia-Geral ordinária da organização, que se realizou dia 2 de Março no auditório da Biblioteca-Museu República e Resistência, em Lisboa.



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