A URAP saúda no Dia Internacional da Mulher todas a mulheres antifascistas que antes e depois da revolução de Abril lutaram e lutam pela igualdade, a liberdade e a democracia.
A URAP enaltece, neste momento, as mulheres que trabalham no sector da saúde e combatem a pandemia, as que laboram nos serviços indispensáveis à vida das populações, as que estão em casa em teletrabalho e asseguram em simultâneo a educação e o cuidado dos seus filhos, nomeadamente.
A URAP recorda que este dia evoca a repressão brutal sobre as operárias têxteis de Nova Iorque que, em 1875, reivindicaram que o período de trabalho diário passasse de 16 para 10 horas, e que os seus salários, de cerca de um terço do dos homens, fosse equiparado ao destes para trabalho igual.
Lembra ainda a manifestação pela igualdade de direitos civis e em favor do voto feminino que o Partido Socialista da América organizou em Nova Iorque, em 1909, percursora da proposta da marxista alemã Clara Zetkin numa conferência de mulheres da Internacional Socialista, em 1910, em Copenhaga, para que o Dia da Mulher se celebrasse todos os anos.
Esta ideia só foi concretizada a nível mundial em 1975, quando as Nações Unidas instituíram o dia 8 de Março como Dia Internacional da Mulher.
A URAP vai lançar em breve “Elas Estiveram nas Prisões do Fascismo”, um livro dedicado às mulheres que passaram pelas cadeias de Caxias, Porto, Coimbra e Lisboa, a fim de preservar a memória histórica da resistência antifascista.
Será uma homenagem da URAP à coragem, luta e sacríficos das mulheres envolvidas no combate contra a ditadura fascista que terminou com a Revolução dos Cravos de 25 de Abril de 1974.


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