Nas eleições presidenciais do Brasil, no próximo domingo, trava-se um confronto a que nenhum democrata pode ficar indiferente. Num contexto de grave crise económica e social, o grande capital (grupos económicos e financeiros, grandes agrários), apoiado por uma gigantesca campanha de manipulação das massas que fomenta o medo e a insegurança, joga tudo numa solução política autoritária, cujo cariz fascista é já abertamente declarado pelo candidato e seus apoiantes.
O Brasil que conheceu os horrores da ditadura militar (1964-1985) volta a estar sob a ameaça de nova ditadura e de privação das liberdades fundamentais.
O perigo é real e imediato. A neutralidade, abstenção ou indiferença são, nesta batalha, o favorecimento da escalada fascista.
A URAP manifesta a sua mais profunda solidariedade para com todos os democratas que, no Brasil, se mobilizam para impedir que a ameaça fascista se concretize por via eleitoral e que a luta por um Brasil mais desenvolvido e justo possa prosseguir a aprofundar-se em democracia, tolerância e liberdade.


No âmbito do seu primordial objectivo de preservar a memória histórica da resistência antifascista, a URAP pode agora anunciar que tem em preparação um projecto que preste homenagem à coragem e sacríficos sem conta das muitas mulheres envolvidas no combate contra a ditadura fascista pela democracia e a liberdade.
Angra do Heroísmo, na Ilha Terceira, foi a primeira paragem do grupo de 40 antifascistas, membros e amigos da URAP, que se deslocou aos Açores para homenagear cerca de 500 presos políticos que estiveram encarcerados na Fortaleza de S. João Baptista e no Forte de S. Sebastião (Castelinho).
José Pedro Soares, ex-preso político e membro da Comissão de Instalação dos Conteúdos e da Apresentação Museológica (CICAM) do futuro Museu Nacional da Resistência e Liberdade, apelou, dia 2 de Outubro, para que a 27 de Abril de 2019 seja inaugurada parte do museu na Fortaleza de Peniche.
No próximo dia 2 de Outubro completam-se 2 anos sobre o lançamento da petição dirigida à Assembleia da República protestando contra a então anunciada intenção governamental de efectuar a concessão a privados para fins hoteleiros do Forte de Peniche, onde, em condições terrivelmente opressivas, cumpriram penas de prisão por motivos políticos 2498 antifascistas.
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