“Regressamos uma vez mais a este local de memória, onde repousam os restos mortais de 32 presos políticos, que entre as centenas que o fascismo salazarista enviou para o ´Campo da Morte Lenta´ no Tarrafal, não resistiram às condições prisionais terríveis e lá terminaram os últimos dias de suas vidas. Este foi um dos maiores crimes do fascismo”, afirmou hoje, dia 25 de Fevereiro, Cláudia Martins, do Conselho Nacional, na homenagem anual organizada pela URAP junto Mausoléu dos Tarrafalistas, no cemitério do Alto de S. João, em Lisboa. [ver intervenção]
“A brutal expressão da violência repressiva da ditadura, nesta época, foi a abertura do Campo de Concentração do Tarrafal, na ilha de Santiago, em Cabo Verde, a milhares de quilómetros de Portugal, lembrou a oradora, acrescentando que foram “crimes silenciados pela opressão, mas sempre denunciados pelos democratas, e que só com a Revolução de Abril foi possível transladar (os seus corpos) e que aqui estão neste monumento que se ergue em sua homenagem”.
Numa cerimónia apresentada por Edgar Costa e com a presença de antifascistas de vários núcleos, foi colocada uma coroa de flores no monumento inaugurado há 45 anos.


A URAP participou, dia 15 de Fevereiro, na Casa do Alentejo, num debate sobre o projecto da oitava revisão da Constituição da República Portuguesa, que se encontra em curso na Assembleia da República, organizado pela Associação Conquistas da Revolução (ACR).
Carlos Mateus, do Conselho Directivo da URAP, apresentou na Biblioteca Municipal de Alverca do Ribatejo, dia 11 de Fevereiro, os livros “Elas Estiveram nas Prisões do Fascismo” e “Os Presos e as Prisões Políticas em Angra do Heroísmo”, numa sessão organizada pelo núcleo da URAP de Vila Franca de Xira.
Integrado no ciclo “Ouvir os Livros”, do Clube de Leitura do Estoril, a URAP apresentou o livro “Elas Estiveram nas Prisões do Fascismo”, dia 12 de Fevereiro, no Centro Cultural de Cascais, onde se realizou igualmente um concerto do Coro Lopes Graça.
Álvaro Pato, do Conselho Fiscal da URAP e ex-preso político, falou na Biblioteca Escolar, dia 7 de Fevereiro, para 40 alunos de duas turmas do 12º ano da Escola Secundária Dr. José Afonso, no Seixal, onde comparou a vida de um jovem de hoje com a de um jovem que viveu antes de Abril.
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