David Dushman, o último soldado ainda vivo que participou da libertação do campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, morreu dia 5 de Junho, em Munique, Alemanha, aos 98 anos.
Nascido em Gdansk e de origens judaicas, Dushman foi soldado do Exército Vermelho e com apenas 21 anos participou na II Guerra Mundial. Encontrava-se entre os soldados que derrubaram com tanques, em Janeiro de 1945, a cerca eléctrica do maior campo de extermínio nazi, Auschwitz, para libertar os prisioneiros.
Após a guerra, foi treinador da selecção soviética de esgrima. Viveu vários anos na Áustria e passou os últimos 25 em Munique, onde participava frequentemente de acções didácticas sobre a II Guerra Mundial em escolas.
Em entrevista ao jornal alemão Süddeutsche Zeitung, Dushman relatou, em 2015, ter visto esqueletos por toda parte ao chegar a Auschwitz. Contou que ele e os seus colegas não sabiam quase nada sobre o campo e apenas após a guerra tomaram conhecimento da dimensão das atrocidades cometidas no local.
"Demos comida aos prisioneiros e seguimos adiante. Eles estavam lá, todos de uniformes, apenas olhos muito estreitos – foi terrível, muito terrível", disse em 2020 em entrevista à agência Reuters.
Dushman foi um dos 69 soldados da sua unidade que sobreviveu à guerra. Recebeu várias medalhas, condecorações e homenagens.
Auschwitz-Birkenau foi o maior campo de extermínio nazi, onde mais de um milhão de pessoas foram assassinadas, a maioria delas em câmaras de gás.


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Uma placa em homenagem aos 349 combatentes portugueses presos durante a II Guerra Mundial no Campo de Concentração de Gurs, França, começou a ser instalada no Memorial do campo, dia 7 de Maio, numa iniciativa do Comité francês de homenagem a Aristides de Sousa Mendes.
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