Um dos grandes símbolos da resistência antifascista, Georgette Oliveira Ferreira, a primeira mulher a evadir-se de uma prisão política, morreu dia 3 de Fevereiro em Lisboa.
O corpo de Georgette Ferreira estará na Igreja de S. João de Deus, na Praça de Londres, a partir das 16:30 de hoje, e o funeral realiza-se amanhã, dia 5, pelas 15:15 para o cemitério do Alto de S. João.
Mulher corajosa, combativa, firme na luta pelos seus ideais, nasceu em Alhandra, em 1925. Filha de trabalhadores rurais pobres trabalhou na agricultura, primeiro, e foi operária têxtil, em seguida.
Tal como as irmãs Sofia e Mercedes Ferreira, desde muito nova se evidenciou como militante e, posteriormente, dirigente do Partido Comunista Português, ao qual aderiu na década de 40, quando era operária têxtil.
O seu relacionamento com Alves Redol, Carlos Pato e Soeiro Pereira Gomes, entre outros nomes locais, muito contribuíram para a sua formação política. Interveio, em 1943, na luta pela criação de uma secção do Sindicato das Costureiras em Vila Franca.


O ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, constituiu, dia 27 de Janeiro, o Grupo Consultivo do Forte de Peniche, que deverá num prazo de três meses apresentar uma proposta sobre o futuro da fortaleza.
O respeito pela Fortaleza de Peniche como um todo que junte o lugar especial de memória de resistência e luta antifascista e a componente histórica multicentenária, bem como a integração na cultura e património da cidade e região de Peniche, foi reafirmado, dia 26 de Janeiro, em Lisboa, numa reunião dos promotores da petição «Forte de Peniche - Defesa da Memória, Resistência e Luta».
Mário Ruivo, cientista e político especialista na defesa dos oceanos e do ambiente em Portugal, morreu dia 25 de Janeiro, em Lisboa, aos 89 anos.
Uma evocação do início da Guerra Civil de Espanha (1936/39) decorreu dia 7 de Janeiro no Fórum Romeu Correia, em Almada, numa iniciativa do núcleo da URAP local, com a participação do membro da direcção da URAP José Pedro Soares.
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