Por uma daquelas inexplicáveis coincidências históricas, foi justamente no dia em que se assinalavam os 60 anos da partida de Fidel Castro do México, no iate Granma, para iniciar a luta de guerrilhas na Sierra Maestra, que nos deixou, fisicamente, esse revolucionário exemplar que dirigiu a heróica luta que viria a libertar Cuba da ditadura de Fulgêncio Baptista.
Fidel Castro, apesar de ser procedente de uma família abastada, desde muito jovem adquiriu uma consciência social e política que o levou a tomar partido pelos mais desfavorecidos. Doutorado em Direito Civil, em 1950, defendia gratuitamente os pobres nos tribunais. Em 1953, liderou um grupo de revolucionários no assalto ao Quartel Moncada contra a ditadura. O fracasso militar do ataque acabaria por se tornar num triunfo político, pois no julgamento que se seguiu Fidel fez da sua própria defesa um memorável libelo acusatório contra o regime (A História me absolverá). Condenado a 15 anos de prisão, foi amnistiado em 1955 e exilou-se no México, onde organizou um destacamento revolucionário para continuar a luta, sendo constituído por 80 homens o contingente que embarcou no Granma a 25 de Outubro de 1956.


Os núcleos da URAP de Algueirão/Mem-Martins e de Lisboa visitaram o Museu do Neo-realismo de Vila Franca de Xira, em 18 e 25 de Outubro, respectivamente, contando com a participação do escritor Domingos Lobo.
O poeta e revolucionário Marcos Ana (Fernando Macarro Castillo), o prisioneiro que mais tempo seguido passou nos cárceres franquistas, 23 anos, morreu ontem, quinta-feira, 24 de Novembro, em Madrid, aos 96 anos.
A situação internacional, nomeadamente europeia, uma análise sobre Portugal e o trabalho da URAP foram apresentados em Praga, no XVII Congresso da Federação Internacional dos Resistentes, que decorreu nos dias 18 e 19 de Novembro.
O catálogo da Exposição "O Regresso das Bandeiras", patente ao público desde 28 de Fevereiro e que assinala os 80 anos da Jornada de Agitação e Luta de Fevereiro de 1935, momento emblemático da luta contra o fascismo e da ousadia e coragem do povo barreirense, foi apresentado, dia 19 de Novembro, numa sessão pública realizada no Espaço Memória (Barreiro).
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