A frontaria do Convento de Mafra foi o cenário de uma exposição organizada no âmbito das comemorações dos 40 anos do 25 de Abril pelo Movimento Unitário de Democratas e Antifascistas de Mafra (MUDAM) em colaboração com a URAP.
A exposição, patente a 05 de Abril, foi seguida de uma sessão comemorativa da efeméride no auditório Beatriz Costa, onde foram evocados e homenageados os cidadãos do concelho de Mafra que, no passado, lutaram contra a ditadura fascista, sofreram e resistiram nas cadeias, e depois da revolução contribuíram para a instauração de um regime livre e democrático.


"No Limite da Dor", a série de programas com testemunhos de vários ex-presos políticos que foram torturados pela PIDE e submetidos a todo o tipo de torturas, iniciado a 04 de Janeiro último por Ana Aranha na Antena 1, passa agora a livro, em co-autoria com Carlos Adenar e vai ser lançado, dia 27 de Abril, na Fortaleza de Peniche.
"A Revolução trouxe-nos, fundamentalmente, a liberdade. É por isso que as comemorações dos 40 anos são muito importantes. Mas é preciso olhar para o futuro", disse Feliciano David, membro da URAP, numa aula especial sobre o 25 de Abril de 1974, que decorreu na Escola Secundária José Cardoso Pires, em Santo António dos Cavaleiros.
"Não é fácil voltar aqui, nem é de ânimo leve que passeio por esta fortaleza. Estou a tentar conter a emoção. Isto foi muito difícil, muito cruel", disse Mário José Araújo, ex-preso político, aos alunos da Escola Secundária de Camarate que com ele visitaram o Forte de Peniche.
O núcleo da URAP do Porto solicitou aos Grupos Parlamentares a marcação de uma audiência, com carácter de urgência, para discutir o pedido da organização ao Ministério do Exército e à Direcção do Museu Militar visando a transformação da antiga cadeia da PIDE na Invicta num edifício classificado como memória da resistência e da luta antifascista.
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