Fundador do Partido Socialista, lutador contra a ditadura desde a juventude, Presidente da República e ministro do Portugal democrático, Mário Soares morreu dia 7 de Janeiro, em Lisboa, aos 92 anos.
Figura controversa teve um papel preponderante no 25 de Novembro de 1975.
Mário Soares, nasceu em Lisboa, em 7 de Dezembro de 1924. Durante o fascismo e ainda estudante, pertenceu ao MUNAF (Movimento de Unidade Nacional Anti-Fascista), em Maio de 1943, quando pertencia ao Partido Comunista Português. Foi membro da Comissão Central do MUD (Movimento de Unidade Democrática), tendo sido fundador do MUD Juvenil e membro da primeira Comissão Central.


O Núcleo da URAP de Setúbal inaugurou na placa central do Mercado do Livramento, dia 16 de Dezembro, uma exposição de dois cartazes com fotografias dos antigos calabouços da prisão da PIDE em Setúbal e de textos de dois ex-presos políticos.
"Comunistas, socialistas, anarquistas, republicanos, homens de distintas cores, de ideologias diferentes, de religiões antagónicas, mas que amam profundamente a liberdade e a justiça, vieram oferecer-se à nossa causa, incondicionalmente. Deram-nos: a sua juventude, maturidade ou experiência; o seu sangue e a sua vida, as suas esperanças e aspirações... E nada nos pediram. Ou melhor, sim: queriam um lugar na luta, desejavam a honra de morrer por nós. Bandeiras de Espanha! Saudai tantos heróis e inclinai-vos ante tantos mártires!"
"Pretendo por este meio prestar homenagem aos mortos, aos torturados e a todos os seres humanos sujeitos a inaceitáveis sofrimentos, infligidos aos angolanos, moçambicanos, portugueses, cabo-verdianos, são-tomenses, timorenses e, em menor número, aos naturais de outros países também vítimas do colonialismo e da onda das guerras de independência".
O livro "O Limite da Dor", de Ana Aranha e Carlos Ademar, serviu de base para uma sessão-debate organizada, dia 27 de Novembro, pelo núcleo de Santa Iria de Azóia na Casa da Cultura, com a presença dos autores.
Inscreve-te e actualiza a tua quota