Para que a memória não se apague e para que as novas gerações continuem a defender Abril, dirigentes da URAP, sobretudo ex-presos políticos, mulheres e homens resistentes da luta antifascista, deslocam-se às escolas para, em colaboração com professores, departamentos, agrupamentos, associações de pais e de estudantes conversar sobre a Revolução dos Cravos.
Os oradores falam das cadeias da ditadura, da falta de liberdade de expressão e associação, da censura, das condições de trabalho, da miséria, da fome, do papel da mulher na sociedade de então. Contam o que se passou a 25 de Abril de 1974, quando o MFA derrubou o regime fascista. Dizem como se construiu depois um Portugal livre e democrático e alertam para o perigo que representam, na actualidade, as forças reaccionárias.
Várias foram as sessões já realizadas e noticiadas e estão outras ainda por realizar, num trabalho de contacto com as novas gerações que chega a milhares de crianças e jovens.


Lutaram pela liberdade!
Eugénio Ruivo, do núcleo de Mafra da URAP, homenageou “todos os que aqui no concelho de Mafra, foram presos pelas diferentes polícias políticas da ditadura fascista”, na cerimónia evocativa do 49º Aniversário do 25 de Abril naquela vila.
A 25 de Abril de 2023 o povo saiu à rua. Milhares de pessoas festejaram o 49º aniversário da Revolução de Abril nas ruas, em almoços e convívios, em espectáculos por todo o país.
Um novo livro da URAP, “Lutaram pela Liberdade – Breve história da luta de Alenquer contra a ditadura (1926-1974): os presos políticos” foi lançado, dia 25 de Abril, na Câmara Municipal de Alenquer.
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