
No Auditório da Escola Internacional de Torres Vedras decorreu, dia 9 de Dezembro, uma sessão sobre cidadania com alunos da cadeira de História dos 10.º e 12.º anos, a que se juntaram os respectivos professores e o director da escola.
Na sessão de duas horas, que registou viva participação com perguntas e intervenções de alunos, José Pedro Soares, ex-preso político e da direcção da URAP, descreveu e apresentou testemunhos que ajudaram a compreender as matérias de História que estão a ser leccionadas, dando um contributo para a compreensão da importância de um cidadania activa que a escola deve ajudar a preparar.
O dirigente da URAP e ex-preso político José Pedro Soares participou por videoconferência, dia 2 de Dezembro, numa acção de formação de professores da região de Leiria, onde foram abordados temas como a luta da resistência, os valores e direitos inscritos na Constituição e assuntos da actualidade.
Durante duas horas, duas dezenas de participantes, que haviam já estado no Museu Nacional Resistência e Liberdade, na Fortaleza de Peniche, ouviram falar de jovens, mulheres e homens da resistência, da história das diversas cadeias do fascismo, de episódios da vida do antes e depois do 25 de Abril.
Dos temas da actualidade foram discutidos o combate ao populismo, a extrema-direita, a xenofobia, o racismo e a Constituição da República Portuguesa, que se encontram na ordem do dia do quotidiano das escolas.
O núcleo da Moita da URAP irá promover uma venda de livros da URAP, na Biblioteca da Baixa da Banheira, complementado com uma arvore de natal “enfeitada” com poemas e depoimentos de resistentes antifascistas do concelho. De 12 a 23 de Dezembro. Apareça.
A Vila Algarve, em Maputo (Moçambique), construída em 1934 para ser residência de um empresário português e que foi sede da PIDE nos anos 60/70 do século passado, vai ser Museu de Resistência contra o Colonialismo.
Segundo o ministro dos Combatentes de Moçambique, Carlos Jorge Siliya, já existe um projecto para transformar a Vila Algarve em museu muito proximamente, e o governo moçambicano já se reuniu com a Embaixada de Portugal a fim de concluir um memorando de cooperação nesse sentido.
“Queremos especialistas portugueses”, disse o ministro, sábado, em entrevista à RTP, acrescentando que “daqui a 50 anos a juventude não sabe o que foi o colonialismo, quanto custou a liberdade”.
A URAP congratula-se com a criação de um Museu da Resistência contra a Colonialismo na capital moçambicana, num local onde foram detidos e muitas vezes barbaramente torturados inúmeros resistentes portugueses e moçambicanos.
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