
A injustiça avança hoje a passo firme
Os tiranos fazem planos para dez mil anos
O poder apregoa: as coisas continuarão a ser como são
Nenhuma voz além da dos que mandam
E em todos os mercados proclama a exploração;
isto é apenas o meu começo
Mas entre os oprimidos muitos há que agora dizem
Aquilo que nòs queremos nunca mais o alcançaremos
Quem ainda está vivo não diga: nunca
O que é seguro não é seguro
As coisas não continuarão a ser como são
Depois de falarem os dominantes
Falarão os dominados
Quem pois ousa dizer: nunca
De quem depende que a opressão prossiga? De nòs
De quem depende que ela acabe? Também de nòs
O que é esmagado que se levante!
O que está perdido, lute!
O que sabe ao que se chegou, que há aì que o retenha
E nunca será: ainda hoje
Porque os vencidos de hoje são os vencedores de amanhã


abral, o fundador do Partido Africano da Independência da Guine e Cabo Verde (PAIGC), “grande combatente pela independência africana”, eleito pela BBC, em 2020, como o segundo maior líder mundial de sempre, foi assassinado em 20 de Janeiro de 1973, em Conacri, em circunstâncias ainda hoje não totalmente claras, antes de ver as duas colónias portuguesas tornarem-se independentes.
A entrada em vigor do Estatuto Nacional do Trabalho, fascista, e a proibição dos sindicatos no início do ano de 1934, levantou uma onda de protesto dos trabalhadores e do movimento sindical que convocaram para 18 de Janeiro uma greve geral revolucionária, com o objectivo de derrubar o governo de Salazar.
A Universidade do Minho, na pessoa de Fernando Conde Monteiro, professor catedrático e orientar de mestrado na área da Criminalidade, convidou a URAP para dar um testemunho sobre as prisões politicas em Portugal durante o fascismo.
Por M. F.
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