Forças políticas de extrema-direita, apologistas do ódio, do racismo e da xenofobia, e branqueadoras do fascismo, emergem em vários países do mundo como uma ameaça real à liberdade e à democracia.
Em Portugal, país que foi oprimido por meio século de ditadura fascista, as forças democráticas não podem faltar à chamada e têm de dizer não a iniciativas como a da criação de um museu alusivo a Salazar que seria uma afronta a todos os que, lutando pela liberdade, sofreram a prisão, a tortura ou o assassinato às mãos de uma ditadura que conduziu o país à miséria de que só a Revolução de Abril o libertou.
Nesse sentido, a cíclica tentativa de criar em Santa Comba Dão um local de evocação de Salazar e do fascismo (sejam estátuas, fundações, museus, ou “Centros Interpretativos” como este que agora se pretende criar) deve ser repudiado por todos os democratas porque se insere, objectivamente, numa campanha de branqueamento do fascismo, que visa apresentar o regime deposto como um normal acontecimento da nossa história, ditado pelas circunstâncias de uma época.


O escultor João Cutileiro, que trabalhou o mármore com genialidade, autor do Monumento ao 25 de Abril, instalado no Parque Eduardo VII, em Lisboa, entre muitas outras obras, resistente antifascista desde os anos 50, morreu hoje em Lisboa aos 83 anos, vítima de problemas respiratórios.
Texto: João Manuel Neves
Carlos do Carmo, um dos maiores nomes da música portuguesa contemporânea, em especial do fado, e uma voz na luta pela liberdade e pela construção de Abril, morreu dia 1 de Janeiro aos 81 anos no Hospital de Santa Maria em Lisboa, vítima de um aneurisma.
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