O Plenário da Assembleia da República discutiu, quinta-feira, dia 3 de Dezembro, a Petição n.º 81/XIV/1ª assinada por cerca de 11.000 democratas de diferentes sensibilidades, apresentada pela URAP, de repúdio contra a tentativa de criação, em Santa Comba Dão, do “Museu Salazar”, com esse ou outro nome.
A pretexto da criação de diversos centros interpretativos da I República e do Estado Novo, a autarquia de Santa Comba Dão pretende reabilitar a figura de Salazar num chamado “Centro de Interpretação do Estado Novo”, reunindo numa antiga escola com o nome do ditador objectos que lhe pertenciam e torná-lo inevitavelmente um lugar de peregrinação dos saudosistas do fascismo.
Intervieram no Plenário diversos grupos parlamentares, nomeadamente do PCP, PS, Verdes, BE, PSD e CDS, tendo os quatro primeiros defendido o espírito da petição no respeito pelos valores inscritos na Constituição da República e pela memória dos milhares de vítimas do regime fascista.
A petição, com 10.396 assinaturas, foi admitida para discussão na Comissão Parlamentar de Cultura e Comunicação no dia 26 de Maio e discutida a 16 de Junho nesta comissão, na sequência ainda de uma carta de 204 presos políticos e de um anterior abaixo-assinado com 18.000 assinaturas sobre o mesmo assunto.
Nas galerias da Sala das Sessões encontrava-se uma delegação da URAP constituída por Abílio Fernandes, o primeiro subscritor da petição, Alberto Andrade, do núcleo da URAP de Santa Comba Dão, e os dirigentes José Pedro Soares, José Sucena e Levy Baptista.


O ensaísta, filósofo, crítico literário, professor e conselheiro de Estado Eduardo Lourenço morreu terça-feira, 1 de Dezembro, em Lisboa aos 97 anos. Nasceu a 23 de maio de 1923 em S. Pedro do Rio Seco, na Beira Alta.
“Outro País”, de Sérgio Tréfaut, encerrou, dia 25 de Novembro, no Fórum José Manuel Figueiredo, na Baixa da Banheira, o ciclo de cinema alusivo à resistência ao fascismo, organizado pelo núcleo da URAP do concelho da Moita em parceria com a União de Freguesias de Baixa da Banheira e Vale de Amoreira e a Câmara Municipal da Moita.
O Natal de 2020 vai ser um Natal singular devido à pandemia. Mas podemos ser solidários e ajudar a URAP. Nas horas infindáveis que passamos em casa, podemos ler. Ler transporta-nos para o mundo interior do livro, aumenta o conhecimento, agiliza o cérebro, exercita a memória, alarga o vocabulário e desenvolve o pensamento crítico. Ler um livro da resistência lembra-nos, ou ensina-nos, o que foram os tempos heróicos de luta que desaguaram no 25 de Abril de 1974 e na conquista da liberdade.
A Revolução Portuguesa (1974-75) vista através dos olhares de alguns dos mais importantes fotógrafos e cineastas que testemunharam o evento. Quais eram os seus sonhos e expectativas? O que ficou do sonho da revolução? Um documentário que reune arquivos históricos excepcionais. Realização: Ségio Tréfaut. 1999, 70’, documentário.
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