A primeira parte da Assembleia Geral da URAP decorreu, dia 19 de Setembro, em Lisboa, para apresentação do Plano de Actividades para o ano de 2020/2021 e troca de informações, tendo sido ainda votada por unanimidade dos sócios uma moção na qual estes “reiteram a condenação dos actos fascistas, racistas e xenófobos que ocorreram nos últimos tempos em Portugal”.
O Relatório e as Contas das Actividades do Ano 2019 e respectivo parecer do Conselho Fiscal não pôde ser apreciado e votado, por impedimento do presidente, tendo sido convocada uma continuação da AG para data a anunciar.
Marcada para Setembro, a AG - que não se realizou em Março devido à pandemia que assola o país e o mundo - contou com a participação de 88 sócios, que se reuniram na Casa do Alentejo, cumprindo as nomas de segurança emitidas pela Direcção Geral da Saúde, e nela aderiram à organização sete novos sócios, que se vieram juntar aos 50 que se inscreveram durante o ano passado.


José Pedro Soares, ex-preso político e dirigente da URAP esteve presente numa sessão em Évora promovida em conjunto pela colectividade SOIR Joaquim António d’Aguiar e a URAP sob o tema “O passado foi lá atrás?”, que visava lembrar as atrocidades do fascismo e a luta pela democracia em Portugal.
A 11 de Setembro de 1973 um sangrento golpe militar, apoiado pela CIA, punha fim à experiência democrática do governo de Unidade Popular (UP) de Salvador Allende e abria caminho ao terror da ditadura de Augusto Pinochet.
Nikias Skapinakis, um dos nomes maiores da pintura portuguesa da segunda metade do século XX, antifascista desde a juventude, morreu dia 26 de Agosto, em Lisboa, aos 89 anos.
A URAP lembra, dia 8 de Setembro, os 84 anos da “Revolta dos Marinheiros”, data maior de um dos primeiros actos de resistência ao salazarismo, que levou a uma violenta repressão por parte das forças de segurança, com a prisão dos marinheiros revoltosos e o envio de muitos deles para o Campo de Concentração do Tarrafal.
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