A URAP lembra, dia 8 de Setembro, os 84 anos da “Revolta dos Marinheiros”, data maior de um dos primeiros actos de resistência ao salazarismo, que levou a uma violenta repressão por parte das forças de segurança, com a prisão dos marinheiros revoltosos e o envio de muitos deles para o Campo de Concentração do Tarrafal.
Na noite de 8 de Setembro de 1936, culminando um intenso trabalho de agitação e manifestações contra a repressão fascista, um grande número de marinheiros, membros da Organização Revolucionária da Armada (ORA), iniciou uma acção que visava apossar-se dos navios “Dão”, “Afonso de Albuquerque” e “Bartolomeu Dias”.
O objectivo era fazer um ultimato ao governo de Salazar, tendo ao seu dispor o potencial de fogo próprio dos navios, que entretanto deveriam ser postos a salvo fora da barra, e obrigar a que fossem libertados e reintegrados 17 marinheiros, punidos após uma expedição do Afonso de Albuquerque a Espanha, em Agosto, pouco depois de ali ter eclodido a guerra civil.


No dia 6 de Agosto de 1945, já depois de terminada a II Guerra Mundial, os Estados Unidos lançaram uma bomba atómica sobre a cidade japonesa de Hiroxima, provocando milhares de mortos e mutilados devido aos efeitos das radiações atómicas, que se fizeram sentir durante várias gerações.
A actriz e encenadora Fernanda Lapa, antifascista com participação em eventos da URAP, morreu hoje, dia 6 de Agosto, aos 77 anos, em Cascais, onde estava hospitalizada.
O núcleo de Aveiro da URAP vai comemorar os 100 anos do nascimento do antifascista Mário Castrim, professor, escritor, jornalista e crítico televisivo, que nasceu em Ílhavo a 31 de Julho de 1920, e morreu em Lisboa a 15 de Outubro de 2002.
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