"Nós, abaixo-assinados, agindo em nome do Alto Comando Alemão, aceitamos a capitulação incondicional de todas as nossas Forças Armadas em terra, no mar e no ar, assim como de todas as forças actualmente sob comando alemão, perante o Supremo Comando do Exército Vermelho bem como perante o Supremo Comando do Corpo Expedicionário Aliado".
Terminava assim, na noite de 8 de Maio de 1945, o mais sangrento conflito da história da Humanidade e o terror nazi-fascista na Europa. No dia seguinte, a vitória foi celebrada em todo o mundo e também em Lisboa, onde milhares de pessoas saíram à rua com bandeiras dos países vencedores e com paus nus, simbolizando o estandarte da União Soviética.
A União de Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP) e o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) elaboraram o texto intitulado "75º aniversário da Vitória sobre o nazi-fascismo - Pela liberdade, a paz e a verdade - Não ao fascismo e à guerra", que transcrevemos abaixo, e convidam todas as organizações amantes da paz e da liberdade a subscrever e divulgar.
A URAP lembra que a II Guerra Mundial durou mais de cinco anos e meio, e que nela morreram cerca de 75 milhões de seres humanos - nos campos de batalha, sob os bombardeamentos, nas prisões e campos de concentração, em brutais massacres. Mais de 20 milhões eram cidadãos da União Soviética.
A URAP recorda a então falsa neutralidade do governo de Salazar e apela aos governantes e aos povos do mundo para que nunca mais se repita o fascismo e a guerra.


A URAP saúda todos os trabalhadores no dia 1º de Maio, este ano em tempo de pandemia e de grave recessão económica decorrente desta e que será comemorado pelos sindicatos de forma especial, precavendo a saúde pública dos portugueses.
A URAP torna desde já a público a decisão de evocar, no dia 1 de Maio de 2021, os 85 anos da jornada de 1936, quando antifascistas colocaram seis bandeiras vermelhas nos edifícios dos Correios e Telégrafos, Capitania do Porto, Portas da Alfandega, Central Eléctrica, Escola Industrial e obras do Porto de Abrigo daquela cidade.
A URAP, respondendo ao apelo da Comissão Promotora das Comemorações Populares do 25 de Abril, que integra, cantou a "Grândola, Vila Morena" e o Hino Nacional, a partir da suas sedes em Lisboa e em Setúbal, juntando-se assim aos milhares de pessoas que cantaram a partir das suas janelas e a partir de outras associações, colectividades e sindicatos. No Porto, foram colocados cravos e uma faixa no local onde, todos os anos, se assinala o dia da Revolução.
Portugal e o mundo entraram em 2020 enfrentando o ultramicroscópio vírus COVID-19 que conseguiu suspender a democracia e a economia global. Em 46 anos, é a primeira vez que os portugueses não celebram nas ruas a revolução de Abril.
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