Pedro Barroso, músico da resistência, morreu dia 17 de Março, em Lisboa, aos 69 anos vítima de cancro.
Cantor, compositor, declamador, escritor, actor, artista plástico e com actividade regular num blogue, António Pedro da Silva Chora Barroso estreou-se como cantor em 1969, no programa de televisão Zip-Zip, fez parte da geração de cantores que resistiu ao fascismo e lutou pelas liberdades democráticas, participando em sessões de baladas e de canto livre.
Participou activamente na construção da revolução de Abril, actuando em Portugal e nas comunidades portuguesas no estrangeiro. Colaborou nas campanhas de Dinamização Cultural do Movimento das Forças Armadas (MFA). Integrou a Cooperativa Era Nova, que acompanhava Zeca Afonso, Adriano Correia de Oliveira e outros cantores da resistência. Foi muito influenciado pela canção francesa - Adamo, Barbara, Bécaud, Aznavour, Piaf, Ferré e Brassens.


"(...) estamos a cumprir uma tradição mas é necessário acrescentar que se trata de uma boa tradição porque é uma tradição que é filha de um dever de memória, de um dever de consciência, de um dever de gratidão por todos aqueles que, assassinados no Tarrafal ou lá tendo sofrido o que hoje custa a imaginar, inscreveram a letras de sangue e sacrifício na nossa história colectiva os valores perenes da coerência, da coragem e da firmeza de convicções democráticas", afirmou Victor Dias junto ao Mausoléu dos Tarrafalistas, no cemitério do Alto de S. João, em Lisboa.
A Petição da URAP dirigida à Assembleia da República, com 11.154 assinaturas, contra a abertura em Santa Comba Dão de um museu dedicado ao ditador Salazar foi entregue dia 28 de Fevereiro na Assembleia da República.
O núcleo do Porto da URAP realizou a primeira reunião plenária do corrente ano, dia 22 de Fevereiro, na Cooperativa Livreira dos Estudantes do Porto (UNICEP), com a presença da coordenadora, Marília Villaverde Cabral, que abordou a situação política nacional e internacional.
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