O produtor e cineclubista Henrique Espírito Santo, antifascista e sócio da URAP, um dos protagonistas da renovação do cinema português dos anos 60 e 70, morreu dia 19 de Janeiro aos 87 anos.
Segundo a família, os amigos poderão prestar a última homenagem a Henrique Espírito Santo entre as 11:15 e as 11:30 de terça-feira no crematório do Cemitério dos Olivais. O corpo vai estar na casa mortuária do Hospital São Francisco Xavier a partir das 10:00 de terça-feira.
Henrique Espírito Santo, nasceu em Queluz, em 1931, e foi, segundo a Cinemateca, "cineclubista de formação, antifascista militante por convicção, director de produção e produtor de profissão e, ´last but not the least´, formador de toda uma geração de profissionais de cinema na área da produção".
Foi igualmente crítico de cinema, professor na Escola de Cinema do Conservatório Nacional, director de produção do Centro Português de Cinema, formador e actor, participou, com José Fonseca e Costa, no movimento cineclubista, tendo ambos feito parte da mesma direcção do Cine-Clube Imagem, e sido presos pela PIDE, acusados de "actividades subversivas". Conduzidos ao Aljube, em trânsito para Caxias, onde Henrique Espírito Santo estaria um ano e meio.


A Fortaleza de Peniche foi palco da apresentação do livro "O MJT e a Luta dos Jovens Trabalhadores – Fios de Memória" pelos membros da URAP e ex-presos políticos José Pedro Soares e Francisco Braga, numa sessão, dia 11 de Janeiro, que contou igualmente com leitura de poemas e uma visita ao forte.
António Gervásio, resistente antifascista e obreiro da Reforma Agrária no Alentejo, ex-deputado e antigo dirigente do Partido Comunista, um dos presos políticos mais torturados durante a ditadura, morreu dia 10 de Janeiro aos 92 anos. O velório realizou-se no Centro de Documentação e Arquivo da Reforma Agrária (CDARA), em Montemor-o-Novo.
O Capitão de Mar-e-Guerra Carlos Machado dos Santos, militar de Abril que dirigiu a operação de libertação dos presos políticos do Forte de Peniche em 26 de Abril de 1974, morreu dia 9 de Fevereiro em Lisboa.
A imprensa relatou recentemente, sem que tenha sido desmentido, que a Câmara Municipal de Santa Comba Dão tem na sua posse duas estátuas do ditador fascista Oliveira Salazar e que tenciona colocar uma delas numa praça da cidade.
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