O resistente antifascista Edmundo Pedro morreu hoje em Lisboa aos 99 anos. Com o seu desaparecimento evocam-se também todos os homens e mulheres que foram presos nas cadeias fascistas, os deportados para o campo de concentração do Tarrafal, os que lutaram contra o fascismo, pela liberdade e democracia. Era o último tarrafalista vivo.
Edmundo Pedro, filho de Gabriel Pedro, um histórico da resistência antifascista em Portugal, nasceu a 8 de Novembro de 1918, em Alcochete. Aderiu à Federação das Juventudes Comunistas Portuguesas em 1931, sendo preso no ano seguinte, com apenas 15 anos de idade, por participar na preparação de uma greve nas oficinas do Arsenal do Alfeite.
Libertado um ano depois, voltou à acção política, junto das escolas industriais da altura, sendo preso novamente em 1936. Esteve nas prisões do Aljube, Peniche e Caxias antes de ser enviado para o campo de concentração do Tarrafal, em Cabo Verde, juntamente com o pai. Ali esteve preso durante quase dez anos, sendo o mais jovem prisioneiro político do campo. Foi libertado em 1946.


O futuro Museu Nacional da Resistência e da Liberdade, situado no Forte de Peniche, deverá ser inaugurado dia 27 de Abril de 2019, após obras que se iniciarão já este ano, que obrigarão ao encerramento da Fortaleza.
Alexandre Castanheira, um dos primeiros sócios da URAP e antigo coordenador do Conselho Directivo, professor e escritor morreu dia 16 de Janeiro em Almada, aos 89 anos.
A URAP vê com apreensão o rumo autoritário e o ascenso de forças e movimentos de cariz fascista, racista e xenófobo na Polónia, apoiadas pelo actual governo, conservador e nacionalista.
Faleceu no dia de Natal, João Paiva, resistente antifascista e sócio da URAP.
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