José Pedro Soares, dirigente da URAP e ex-preso político, revelou que o Museu Nacional da Resistência deverá ser inaugurado dia 27 de Abril de 2019, após obras que se iniciarão no princípio do próximo ano, que obrigarão ao encerramento do Forte de Peniche.
O orador, que é também membro do Conselho Consultivo nomeado pelo ministro da Cultura, falava na sessão de lançamento da terceira edição do livro "Forte de Peniche – Memória, Resistência e Luta", editada pela União de Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP), que decorreu dia 28 de Outubro em Peniche, na presença de cerca de 70 pessoas.
A sessão foi presidida pela coordenadora da URAP que agradeceu a presença da vice-presidente da Câmara Municipal de Peniche e do chefe de gabinete do presidente, lembrou que a primeira edição tinha sido lançada na Fundação José Saramago - Casa dos Bicos, em Lisboa, e que "a ideia do livro surgiu em plena movimentação contra a decisão do governo de incluir o Forte de Peniche no Programa Revive, que abriria portas à instalação no local de uma pousada".


A XX visita guiada do núcleo de Sta Iria de Azóia, dia 21 de Outubro, teve como destino Évora e constou de uma deslocação ao Templo Romano, ao Museu de Évora e ao centro histórico, tendo como guia o historiador Manuel Branco.
Um grupo de sócios do Sindicato da Hotelaria do Algarve deslocou-se ao Forte de Peniche e ao Memorial aos Presos Políticos, dia 14 de Outubro, numa visita guiada por Adelino Pereira da Silva, ex-preso político naquela cadeia.
"Tinha 12 anos e vivíamos no Bairro de Alvalade, num r/c, e um dia, de madrugada, acordo com violentas punhadas na minha janela do quarto que dava para as traseiras, abri estremunhado as portadas e vi dois homens de pistola em punho. ´É a polícia, abra´. Seguiram-se cenas de indignação e angústia (...) e levaram o meu pai. Passaram-se dias sem qualquer informação e lembro com nitidez a ida com a minha mãe, de mão dada, à António Maria Cardoso para exigir notícias e uma visita. Recordo perfeitamente um cheiro a perfume, e estou a ver ainda as unhas bem cuidadas, envernizadas, das mãos do inspector Sacheti, a sua calva brilhante e luzidia, o seu rosto inexpressivo, e pensei: é este o homem que está a fazer mal ao meu pai!"
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