Carlos Pires, 78 anos, o tipógrafo clandestino que aos 17 anos compunha e imprimia o "Avante!", órgão central do Partido Comunista Português, do qual era funcionário desde os 15 anos, morreu sexta-feira em Lisboa.
Carlos Alberto da Glória Pires, resistente antifascista e militante comunista, que sentia o orgulho de ter imprimido o último "Avante!" clandestino, publicou o livro "Memórias de um tipógrafo clandestino", no qual relatou momentos dos 20 anos da clandestinidade, 17 dos quais como tipógrafo, e afirmou que esse foi o seu "contributo à obra heróica de milhares de comunistas que fizeram este Partido ser o que é, lutando contra a ditadura, pelo bem-estar do nosso povo e pela Revolução Socialista".
Depois do 25 de Abril de 1974, Carlos Pires foi um dos fundadores e membro dos corpos gerentes da CDL – Central Distribuidora Livreira, trabalhou na frente autárquica e no apoio central à direcção do PCP. Actualmente, exercia funções na área dos arquivos.
O corpo de Carlos Pires estará em Câmara-ardente, a partir das 17:00 de sexta-feira, na Casa Mortuária da Igreja do Campo Grande, em Lisboa, e o funeral realiza-se sábado, 3 de Março, para o Cemitério do Alto de São João, onde o corpo será cremado pelas 18:45.


A URAP promove, através do seu núcleo do Barreiro, uma viagem a Bilbao, no País Basco, entre os dias 24 e 29 de Junho de 2018.
O coronel João Maria Varela Gomes, grande figura da resistência antifascista, militar de Abril, que dedicou a sua vida às causas da liberdade e da democracia, morreu segunda-feira, em Lisboa, aos 93 anos.
A URAP, no dia 10 de Março, às 11 horas, no Cemitério do Alto de São João, junto ao Mausoléu dos Tarrafalistas, vai homenagear estes nossos heróis, porque não queremos que se esqueça o que foi o Fascismo, os seus métodos e os seus crimes.
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