Ensaísta, professor, crítico literário e um dos grandes historiadores das letras portuguesas, Óscar Lopes morreu, dia 22 de Março, no Porto, aos 95 anos.Resistente antifascista, preso pela PIDE, expulso e proibido de ensinar na escola pública e mesmo no ensino particular, foi igualmente impedido de leccionar na Universidade, onde só entrará após o 25 de Abril, na Faculdade de Letras do Porto.
Com largas dezenas de publicações em revistas, conferências e palestras escreveu duas obras de referência a “História da Literatura Portuguesa” (1945), em co-autoria com António José Saraiva, e a “Gramática Simbólica do Português – Um Esboço” (1971), a que se juntaram combativos textos de intervenção política e pedagogia social.
Morreu dia 21 de Março, em Beja, João Honrado, 84 anos, um dos presos políticos libertados com o 25 de Abril de 1974. Preso pela primeira vez em 1947, quando aderiu ao MUD Juvenil, voltaria às cadeias do fascismo – Aljube, Caxias, Peniche e Penitenciária de Lisboa – em 1962 e 1974, cumprindo um total de 12 anos de prisão. O nome de João Honrado integrava sempre as campanhas de solidariedade com os presos políticos e pela amnistia desenvolvidas em Portugal e no estrangeiro. João Honrado, um dos mais destacados militantes comunistas alentejanos, filiou-se no PCP em 1950 e em Dezembro de 1955 passou à clandestinidade, como funcionário deste partido, para dirigir as lutas do sector estudantil de Coimbra em 1958/1962 e as greves operárias e dos pescadores da região do Porto.
«Quem vem para o Tarrafal vem para morrer!», dizia Manuel dos Reis, director do Campo de Concentração do Tarrafal, criado em 1936 na chamada «Colonia Penal» do Tarrafal, numa das piores zonas climáticas, a Achada Grande, na Ilha de Santiago, Cabo Verde.Uma breve história deste período foi relatada por Celestina Leão, membro do Conselho Directivo da URAP, dia 16 de Março, no cemitério do Alto de S. João, em Lisboa, junto ao Mausoléu dos Tarrafalistas, às cerca de 150 pessoas que, debaixo de chuva, prestaram homenagem aos combatentes e resistentes na luta contra o fascismo, que morreram no Tarrafal.
A Federação Internacional de Resistentes (FIR) - Associação Antifascista tem de mencionar que hoje em vários países, não só na Europa, os problemas sociais ligados com o desenvolvimento das políticas de direita estão a crescer.
Vemos a causa da crise capitalista internacional afectar hoje os países do União Europeia e, especificamente, os países do sul. Isso agrava todos os problemas do povo, aumenta a pobreza e o desemprego, a miséria, que inclui uma alta percentagem da população. As principais causas da crise são a super-acumulação de riqueza nas mãos de uns poucos, o facto de que a classe trabalhadora não pode comprar os produtos que estão a ser produzidos, e os esforços dos capitalistas para manter a todo o custo os seus altos níveis de lucro. Além disso, a crise capitalista mundial agrava a concorrência entre as forças imperialistas, entre os monopólios afim do controle das matérias-primas, das vias de transporte e das taxas de mercado.
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A FIR manifestou-se publicamente contra o processo de perseguição política e judicial movida na Grécia contra 35 dirigentes sindicais da Frente unitária PAME, considerando-o um ataque aos visados, à liberdade sindical, aos trabalhadores gregos e à sua luta contra a austeridade interminável que asfixia as camadas populares da população.
Expressando a sua solidariedade com os sindicalistas perseguidos, a FIR lembra que o processo judicial - que será retomado em Junho - não tem por base qualquer acusação sólida, nem tão pouco qualquer testemunho incriminatório.
A organização internacional de resistentes anti-fascistas refere ainda que só a luta do movimento operário e dos trabalhadores contra a ofensiva sobre o povo grego pode derrotar a política que os causa e dar lugar a uma solução para os graves problemas económicos e sociais que se colocam à Grécia.



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