"Uma força da natureza", para o escritor Teixeira de Pascoaes e "uma das corajosas mulheres de Portugal que muito tem sofrido por amor ao povo", para o escritor Ferreira de Castro, Virgínia de Moura foi a mulher que a URAP homenageou dia 04 de Outubro em Lisboa, no Museu da República e Resistência.
Integrada no ciclo "Rostos da Resistência", a sessão, presidida pela coordenadora da URAP, Marília Villaverde Cabral, teve como oradores dois amigos de Virgínia Moura, engenheira civil de profissão, presa pela PIDE 16 vezes, nove das quais julgada, três vezes condenada e vítima de maus tratos: António Areosa Feio e Maria José Ribeiro.


O núcleo da URAP de Santa Iria de Azóia e a Sociedade 1º de Agosto SantaIriense organizaram o Ciclo de Cinema "Os Caminhos da Liberdade", com dois filmes sobre o genocídio nazi e os campos de concentração e dois sobre a resistência antifascista portuguesa.
No
dia 4 de Outubro, a URAP organizou uma visita ao forte de Peniche,
principal prisão politica do regime de Salazar. O reencontro de
vários participantes no Comboio dos 1000 - que teve
lugar no mês de Maio - e ao qual se juntaram muitos outrso jovens serviu o objectivo de estabelecer relação
entre a história da ascensão do nazi-fascismo na Europa, e a
história concreta do nosso país, cujo regime fascista foi o mais
prolongado da Europa.
No próximo dia 4 de Outubro, mais de cem jovens visitarão a antiga prisão política de Peniche, a convite da URAP, na companhia de ex-presos políticos que testemunharão o que foi a ditadura fascista em Portugal.
Com a participação de José Barata, o único sobrevivente da Revolta dos Marinheiros contra o fascismo, em 1936, de Américo Nunes, sindicalista, e de Aurélio Santos, todos da URAP, realizou-se na passada quinta-feira, 26 de Setembro, em Lisboa, no salão do Museu da República e Resistência, uma sessão, dirigida por Rosa Macedo, dedicada a evocar o tarrafalista Bento Gonçalves, dirigente comunista assassinado no Campo da Morte do Tarrafal.
Inscreve-te e actualiza a tua quota