A 27 de Janeiro de 1945, o Exército Vermelho soviético libertou o campo de Auschwitz-Birkenau, na Polónia, onde 1,1 milhões de pessoas foram exterminadas pelos nazis, um milhão das quais judeus - mas também comunistas, homossexuais, ciganos - de diferentes países da Europa.
Em meados de Janeiro de 1945, quando as forças soviéticas se aproximavam do complexo, os guardas das SS deram início à evacuação. Perto de 60 mil prisioneiros foram forçados a marchar em direcção a oeste. Nos dias anteriores tinham-se esforçado por aniquilar tantos quantos podiam nos campos. Num esforço derradeiro para esconder a mecânica do bastião da sua indústria da morte, dezenas de milhar de prisioneiros foram levados para a cidade de Wodzislaw, na parte ocidental da Alta Silésia. Os guardas abatiam a tiro os que, sem forças, iam caindo pelo caminho. Debaixo de um frio intenso, caminhando sobre a neve, e sem alívio para a fome, estas marchas deram cabo de outros 15 mil. Quando os soviéticos entraram em Auschwitz, no dia 27, libertaram pouco mais de 7 mil prisioneiros, a maioria deles muito doentes ou moribundos.
A URAP relembra que 75 anos após a libertação de Auschwitz e a vitória sobre o nazi-fascismo na Segunda Guerra Mundial, é urgente unir esforços e vontades para que atrocidades cometidas pelo nazi-fascismo não sejam branqueadas e defender a paz e a liberdade. Para que nunca mais aconteça! Fascismo nunca mais!


O produtor e cineclubista Henrique Espírito Santo, antifascista e sócio da URAP, um dos protagonistas da renovação do cinema português dos anos 60 e 70, morreu dia 19 de Janeiro aos 87 anos.
A Fortaleza de Peniche foi palco da apresentação do livro "O MJT e a Luta dos Jovens Trabalhadores – Fios de Memória" pelos membros da URAP e ex-presos políticos José Pedro Soares e Francisco Braga, numa sessão, dia 11 de Janeiro, que contou igualmente com leitura de poemas e uma visita ao forte.
António Gervásio, resistente antifascista e obreiro da Reforma Agrária no Alentejo, ex-deputado e antigo dirigente do Partido Comunista, um dos presos políticos mais torturados durante a ditadura, morreu dia 10 de Janeiro aos 92 anos. O velório realizou-se no Centro de Documentação e Arquivo da Reforma Agrária (CDARA), em Montemor-o-Novo.
O Capitão de Mar-e-Guerra Carlos Machado dos Santos, militar de Abril que dirigiu a operação de libertação dos presos políticos do Forte de Peniche em 26 de Abril de 1974, morreu dia 9 de Fevereiro em Lisboa.
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