A Assembleia-Geral (AG) da URAP realizou-se, dia 24 de Março, na sede da Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto, em Lisboa, para apreciar e votar o Relatório de Actividades e o Relatório de Contas de 2017, e apresentar o Plano de Actividades para o ano em curso.
José Manuel Vargas, da direcção, apresentou o relatório de actividades de 2017, destacando o reforço da URAP com mais 87 novos associados, a recuperação significativa de quotas em atraso e o contacto com sócios mais afastados.
Entre as actividades de maior relevo, Vargas lembrou a inauguração do monumento aos presos políticos de Peniche, onde ocorreram diversas visitas colectivas e sessões, sublinhou as acções em defesa do Forte de Peniche e a criação de um museu da resistência no local.
A edição do livro "Forte de Peniche – Memória, Resistência e Luta", uma iniciativa da URAP, no qual se pode ler a história da fortaleza e dos presos que lá estiveram encarcerados, foi igualmente mencionado, realçando-se o facto de já estar na terceira edição.
Coube à coordenadora da URAP apresentar o plano de actividades para 2018, anunciando como primeira grande tarefa a organização pelo núcleo de Aveiro, com o apoio de todas as estruturas centrais, das comemorações do 45º aniversário do III Congresso da Oposição Democrática, em 7 de Abril.


24 de Março em Lisboa - Assembleia-geral da URAP
"Estamos aqui, para demonstrar que o sacrifício dos homens que sofreram no Campo de Concentração do Tarrafal não foi em vão. Estamos aqui para afirmar que lutaremos com todas as nossas forças para que o fascismo não volte mais à nossa terra", disse Marília Villaverde Cabral na cerimónia anual de homenagem aos tarrafalistas mortos, realizada dia 10 de Março no cemitério do Alto de São João, em Lisboa, junto ao mausoléu evocativo.
A Escola Secundária D. Filipa de Lencastre, em Lisboa, solicitou à URAP a realização de uma sessão dedicada ao tema "Vidas Clandestinas", integrada na disciplina de História, durante o período do pós-guerra (1945) até à revolução de Abril de 1974.
Carlos Pires, 78 anos, o tipógrafo clandestino que aos 17 anos compunha e imprimia o "Avante!", órgão central do Partido Comunista Português, do qual era funcionário desde os 15 anos, morreu sexta-feira em Lisboa.
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