A URAP vai assinalar os 45 anos do III Congresso da Oposição Democrática, em Aveiro, no próximo dia 7 de Abril, com uma Sessão Pública e uma Exposição que estará patente durante o mês de Abril.
(foto de Sérgio Valente)
A URAP vai assinalar os 45 anos do III Congresso da Oposição Democrática, em Aveiro, no próximo dia 7 de Abril, com uma Sessão Pública e uma Exposição que estará patente durante o mês de Abril.
(foto de Sérgio Valente)
O resistente antifascista Edmundo Pedro morreu hoje em Lisboa aos 99 anos. Com o seu desaparecimento evocam-se também todos os homens e mulheres que foram presos nas cadeias fascistas, os deportados para o campo de concentração do Tarrafal, os que lutaram contra o fascismo, pela liberdade e democracia. Era o último tarrafalista vivo.
Edmundo Pedro, filho de Gabriel Pedro, um histórico da resistência antifascista em Portugal, nasceu a 8 de Novembro de 1918, em Alcochete. Aderiu à Federação das Juventudes Comunistas Portuguesas em 1931, sendo preso no ano seguinte, com apenas 15 anos de idade, por participar na preparação de uma greve nas oficinas do Arsenal do Alfeite.
Libertado um ano depois, voltou à acção política, junto das escolas industriais da altura, sendo preso novamente em 1936. Esteve nas prisões do Aljube, Peniche e Caxias antes de ser enviado para o campo de concentração do Tarrafal, em Cabo Verde, juntamente com o pai. Ali esteve preso durante quase dez anos, sendo o mais jovem prisioneiro político do campo. Foi libertado em 1946.
O futuro Museu Nacional da Resistência e da Liberdade, situado no Forte de Peniche, deverá ser inaugurado dia 27 de Abril de 2019, após obras que se iniciarão já este ano, que obrigarão ao encerramento da Fortaleza.
Para o efeito, foi criada a Comissão de Instalação dos Conteúdos e da Apresentação Museológica (CICAM) do futuro museu, dando cumprimento à resolução do Conselho de Ministros n.º 73/2017, de 5 de Junho.
Em comunicado enviado à imprensa, dia 15 de Janeiro, o gabinete do ministro da Cultura comunicou que a CICAM tem como missão propor os conteúdos do programa museológico do futuro museu, já apresentado em sede de candidatura ao Programa Portugal 2020. À CICAM compete igualmente sugerir linhas de orientação acerca da respectiva apresentação museográfica, em linha com a história da Fortaleza de Peniche desde a sua construção e a preservação da memória da sua história recente nos contextos da resistência à ditadura e na luta pela democracia.
O gabinete de Luís Filipe Castro Mendes informou ainda que a CICAM será composta pelo presidente da Câmara Municipal de Peniche, Henrique Bertino; pela directora-geral do Património Cultural, Paula Silva, que preside, detendo voto de qualidade; pelo chefe de gabinete do ministro da Cultura, Jorge Leonardo; e pelas seguintes individualidades: Adelaide Pereira Alves; Domingos Abrantes; Fernando Rosas; José Pedro Soares; Manuela Bernardino; Raimundo Narciso; e João Bonifácio Serra, conforme designação da Câmara Municipal de Peniche.
Alexandre Castanheira, um dos primeiros sócios da URAP e antigo coordenador do Conselho Directivo, professor e escritor morreu dia 16 de Janeiro em Almada, aos 89 anos.
Resistente antifascista, defensor das causas da liberdade e da paz, foi preso várias vezes. Viveu na clandestinidade e esteve exilado em França. Foi militante do MUD Juvenil (Movimento de Unidade Democrática) e depois do PCP, tendo regressado a Portugal após a Revolução do 25 de Abril.
Alexandre Castanheira foi director da Revista da Federação Sindical Mundial, participando em várias Conferências e Congressos Mundiais, nomeadamente em Praga, Moscovo, Havana, Berlim. Foi igualmente colaborador da secção internacional e de emigração da CGTP.
A URAP vê com apreensão o rumo autoritário e o ascenso de forças e movimentos de cariz fascista, racista e xenófobo na Polónia, apoiadas pelo actual governo, conservador e nacionalista.
Com o reinício do processo levado a cabo pelas autoridades polacas contra o Partido Comunista da Polónia e os seus militantes, sob a acusação de promoção da ideologia comunista, seja através da tentativa de retirada da independência do sistema judicial, colocando este sob a alçada desta maioria conservadora, seja com a crescente destruição de monumentos à resistência antifascista, à libertação da Polónia por parte do Exército Vermelho e ao triunfo sobre o nazi-fascismo.
Estas medidas inscrevem-se na tentativa de falsificação da história que, de forma premeditada e consciente, procura equiparar fascismo e comunismo, branqueando os crimes do nazi-fascismo e a conivência das potências europeias com este e ocultando e deturpando a contribuição dos comunistas, da União Soviética e do sistema socialista para a luta, e vitória, antifascista e para importantes avanços socias e democráticos após a Segunda Guerra Mundial.
Inscreve-te e actualiza a tua quota
Sabe como
