A solidariedade e o auxílio do povo de Peniche aos presos políticos e às suas famílias, o apoio às fugas de presos que ocorreram na Fortaleza de Peniche e as detenções de resistentes antifascistas penichenses durante a ditadura foram alguns dos assuntos referidos na sessão pública/convívio de dia 3 de Novembro, organizada pela URAP, dedicada ao tema "Peniche, História, Memória, Solidariedade e Luta".
Com o auditório do Edifício Cultural da Câmara Municipal de Peniche repleto, antifascistas do concelho e vindos da região de Lisboa e Setúbal ouviram um antigo pescador, Floriano Sabino, falar da vida dos pescadores durante o fascismo.
Para ser pescador, o jovem adolescente precisava de dar um mergulho para mostrar que sabia nadar, quer fosse Verão ou Inverno. Depois, normalmente, ficava a trabalhar com o pai "à mercê", o que quer dizer de graça. Quando tinha um mestre, este avaliava-o e dava-lhe sucessivamente um quarto de quinhão, meio quinhão... até finalmente ter um salário. Tinham de trabalhar sempre, sem dia de descanso. Os pescadores entraram em luta para ter direito ao domingo: em vez de irem para o mar na noite de domingo queriam ir às 2h da madrugada de segunda-feira. Foi graças a muitas reuniões clandestinas e a muitas lutas que o conseguiram.


Nas eleições presidenciais do Brasil, no próximo domingo, trava-se um confronto a que nenhum democrata pode ficar indiferente. Num contexto de grave crise económica e social, o grande capital (grupos económicos e financeiros, grandes agrários), apoiado por uma gigantesca campanha de manipulação das massas que fomenta o medo e a insegurança, joga tudo numa solução política autoritária, cujo cariz fascista é já abertamente declarado pelo candidato e seus apoiantes.
No âmbito do seu primordial objectivo de preservar a memória histórica da resistência antifascista, a URAP pode agora anunciar que tem em preparação um projecto que preste homenagem à coragem e sacríficos sem conta das muitas mulheres envolvidas no combate contra a ditadura fascista pela democracia e a liberdade.
Angra do Heroísmo, na Ilha Terceira, foi a primeira paragem do grupo de 40 antifascistas, membros e amigos da URAP, que se deslocou aos Açores para homenagear cerca de 500 presos políticos que estiveram encarcerados na Fortaleza de S. João Baptista e no Forte de S. Sebastião (Castelinho).
José Pedro Soares, ex-preso político e membro da Comissão de Instalação dos Conteúdos e da Apresentação Museológica (CICAM) do futuro Museu Nacional da Resistência e Liberdade, apelou, dia 2 de Outubro, para que a 27 de Abril de 2019 seja inaugurada parte do museu na Fortaleza de Peniche.
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