Relatório de Actividades 2014


A URAP- União de Resistentes Antifascistas Portugueses, de acordo com o plano de actividades para 2013/2014, aprovado na Assembleia-Geral de 02 de Março/2013, tem vindo a desenvolver as suas acções de acordo com as possibilidades que se nos apresentaram em cada período.

Politicamente os ataques às conquistas democráticas foram muito duros no ano que passou, uma vez que o avanço das forças de direita e do capital não têm parado. No campo da educação os ataques à escola pública, têm sido muito violentos quer com os professores, quer com os programas escolares, que muito se afastam dos princípios do 25 de Abril, assim como no Serviço Nacional de Saúde, que tantos benefícios trouxe ao povo, está a ser estrangulado financeiramente e na capacidade de resposta para facilitar os grandes interesses privados no negócio da saúde.

 

25 de Abril

 

No ano de 2014, a URAP iniciou as suas actividades com uma sessão cultural comemorativa do 40º aniversário do 25 de Abril, subordinado ao tema «25 de Abril, ontem e hoje - evocação, memória e luta». O evento, que teve lugar no dia 15 de Março, marcou assim, o início de um ano de comemorações dos 40 anos do 25 de Abril, em que a URAP, desempenhando um papel muito activo e dinâmico junto das escolas, associações e colectividades, reforçou o papel dos valores de Abril, da paz, da liberdade e da democracia, reafirmando, igualmente a sua luta e o seu papel de denunciar os constantes ataques que o povo português tem vindo a sofrer a todos os níveis, como por exemplo:


- Quando, a 03 de Março, um conjunto de estudantes pintava um mural político, dinamizado pela Associação de Estudantes da Escola Secundária Santa Maria, em Sintra, onde se fazia a defesa da Constituição da República Portuguesa e do ensino público, democrático, gratuito e de qualidade, e a polícia interrompeu a iniciativa. Na sequência deste incidente, três estudantes, membros da Direcção da Associação de Estudantes foram condenados pela direcção da Escola a uma pena disciplinar de suspensão por três dias,
ou,
Presentemente, com este novo atentado à democracia, em que ressurge o projecto de transformar a casa pertencente ao ditador António de Oliveira Salazar, em Santa Comba Dão, num museu em sua honra pelas mãos do presidente da Câmara, Leonel Gouveia, encarando mesmo apresentar uma candidatura a fundos comunitários para o financiar.

 

- A exposição da URAP «25 de Abril, ontem e hoje - evocação, memória e luta», e as sessões/debates em que os núcleos mais activos, juntamente com os Conselhos Directivos de Escolas Secundárias e com o apoio de algumas Freguesias, Câmaras e Associações, decorreram de norte a sul do país e sempre com muita receptividade e participação.


A URAP organizou várias visitas ao Forte de Peniche, com o acompanhamento de vários resistentes que durante anos aí estiveram encarcerados.

 

Núcleos


- Muitas foram as actividades desenvolvidas no decorrer de 2014 pelos núcleos de Almada, Alhandra, Peniche, Porto, Stª. Iria de Azóia, Setúbal, actividades essas relacionadas com as comemorações dos 40 anos do 25 de Abril, com a defesa da Paz, Liberdade e Democracia.


- O tema do "Sistema Público da Segurança Social", não foi esquecido, tendo o Núcleo da URAP de Sta. Iria de Azóia promovido uma sessão/debate, com muita participação da população;


- O Núcleo da URAP do Porto tem trabalhado no sentido a sensibilizar, junto das entidades competentes, a transformação da antiga cadeia da PIDE na Invicta, num edifício classificado como memória da resistência e da luta antifascista. Da mesma forma, tem circulado um abaixo-assinado, em que os subscritores apelam às entidades competentes para que se possa dotar a cidade e o Norte, de um memorial que levante do esquecimento milhares de vítimas do fascismo.


- A vida e obra de Adriano Correia de Oliveira, iniciativa do Clube dos Músicos da Marinha Grande e do Núcleo URAP da Marinha Grande;


- A URAP promoveu uma sessão de aniversário do II Congresso Republicano de Aveiro, com o lema "Resistir no Passado - Resistir no Presente" que contou com a presença de António Regala, que presidiu, o director da Torre do Tombo, Professor Silvestre Lacerda, e os membros do secretariado do Congresso Flávio Sardo, Joaquim Silveira e Jorge Sarabando que apresentaram testemunhos vividos em 69.

 

- Efectuou-se a habitual Homenagem aos Tarrafalistas, com uma Romagem ao Mausoléu dos Resistentes Antifascistas Mortos no Tarrafal, no cemitério Alto de S. João em Lisboa, não sendo esquecido o companheiro José Barata, ex-tarrafalista e membro fundador da URAP, que faleceu, aos 97 anos.


Nesta romagem participaram os vários núcleos da área metropolitana de lisboa, representantes de autarquias, sector sindical, representantes da área política e cultural, para além, de muitos cidadãos anónimos.

A URAP participou, colaborou ou foi convidada em inúmeros colóquios, sessões, debates, homenagens, etc..., nomeadamente:

- Em diversas Universidades Seniores do país;
- No itinerário do MDM sobre conquistas e direitos da mulher no pós 25 de Abril;
- No lançamento do livro " No limite da dor", no Forte de Peniche;
- No lançamento do livro "Catarina Eufémia – Militante Comunista, Mulher de Abril, Companheira de Luta", de José Casanova, cabendo a Mário Araújo a apresentação e que, para além do autor, falaram os resistentes antifascistas António Gervásio e Américo Leal.
-Como júri em concursos alusivos ao 25 de Abril.

 

- O Partido Comunista Português, CPPC, Voz do Operário, Casa do Alentejo, a CGTP, MDM, o Coro Lopes Graça, CPCCRD, Associação dos Praças da Armada, o Clube de Praças, Municípios e Freguesias, foram várias das muitas entidades com quem a URAP teve o privilégio de poder contar.

 

Boletim / Página / Facebook


- Apesar das grandes dificuldade financeiras, a URAP tem feito um enorme esforço no lançamento do seu boletim, tendo realizado um boletim especial quando das comemorações do 25 de Abril.
- A Página e o Facebook da URAP, têm sido meios de divulgação, de bastante sucesso, para as actividades da URAP, permitindo uma maior projecção externa da própria URAP.

 

Actividade Internacional


A URAP tem procurado denunciar o ascenso do nazi-fascismo na Europa, assim como a opressão sofrida por diversos povos. Iniciativas que, apesar de serem de 2015, merecem desde já a nossa maior atenção:


1. - A Tocha da FIR- Federação Internacional de Resistentes, incluída nas comemorações do 70º aniversário do fim da II Guerra Mundial (iniciativa já realizada entre 28 de Janeiro e 12 de Fevereiro de 2015).


2. - A feitura de uma exposição alusiva a essas mesmas comemorações.

 

Atribuição de Galardão


No ano de 2014, a URAP foi reconhecida por ser uma associação que se destacou na luta pela democracia e pelo papel activo na divulgação da mesma junto à população e principalmente junto às escolas, tendo-lhe sido atribuído o galardão "Instrução e Arte", por parte da Confederação Portuguesa das Colectividade de Cultura, Recreio e Desporto.

 

Lisboa, 28 de Março de 2015

 

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Plano de Actividades para 2015/2016


I – ORGANIZAÇÃO


- Intensificar o contacto com os Núcleos, de modo a que consigam diversificar e descentralizar a actividade da URAP.


- Criar núcleos em zonas onde temos sócios.


- Encontrar formas de trazer mais sócios à URAP, quer através de contactos pessoais, quer aproveitando melhor as iniciativas que se realizam.


- Actualizar o ficheiro, de forma a facilitar melhor o contacto com os sócios.


- Melhorar o trabalho de recolha de quotas.


- Encontrar formas novas de financiamento, para o desenvolvimento da actividade da URAP.


- Pôr a funcionar, com regularidade, uma Comissão de Fundos.


2 – ACTIVIDADE


- Nestes 2 anos, o Conselho Directivo, bem como os restantes Órgãos Sociais, devem dar particular atenção ao reforço da organização da URAP, como atrás se referiu, desenvolvendo o trabalho com os Núcleos. Entretanto, há iniciativas que obrigatoriamente e ainda com maior empenho, teremos de realizar:


a) As Comemorações do 25 de Abril – continuar a realizar Sessões nas Escolas, em Colectividades e em outras estruturas populares;

 

b) Dar particular atenção às Comemorações do 25 de Abril da Câmara de Peniche, onde está previsto, para este ano, a apresentação do projecto do Memorial, com os nomes de todos os presos que passaram pelo Forte e cuja investigação, na Torre do Tombo, foi realizada pela URAP;

 

c) As Comemorações dos 70 Anos do fim da Segunda Guerra Mundial – continuar a promover Sessões em Escolas, Colectividades e outras Organizações, aproveitando o êxito obtido com as iniciativas da Tocha da FIR, símbolo da Paz e da Liberdade, bem como os contactos que nos foram proporcionados com professores e alunos;

 

d) Comboio dos 1.000 – Em Maio, a URAP, em conjunto com a FIR, a Organização dos Veteranos da Bélgica e Fundação Auschwitz, organiza, de novo, esta extraordinária iniciativa, levando jovens de vários países da Europa a visitar Auschwirz, o Campo de Concentração onde foram assassinados milhares de democratas e onde se praticaram as mais terríveis torturas.

 

e) Visitas da Resistência :

 

Oradur-sur-Glane – cidade mártir destruída na Segunda Guerra Mundial.


Angra do Heroísmo – homenagear os antifascistas deportados para o Forte de Angra;

 

f) Homenagem aos Tarrafalistas, junto ao seu Mausoléu, no Alto de S. João;

 

g) FIR – Federação Internacional de Resistentes – Reforçar os laços que nos unem, melhorando o intercâmbio de tomadas de posição sobre vários aspectos da situação internacional, cada vez com mais perigos de ressurgimento de fascismo em várias partes do Mundo.


3 – INFORMAÇÃO


- Manter a periodicidade do Boletim e fazer esforços para mais notícias das terras, para que os sócios de várias zonas do País se sintam aí mais representados.


- Actualizar a Página e o Facebook, denunciando, atempadamente a ofensiva contra as liberdades em Portugal e no Mundo.


NOTA FINAL


- O Plano de Actividades que apresentamos, tendo em conta a situação que se vive em Portugal e no Mundo, pode obrigar a alterações, cujo primeiro exemplo já está à vista: a luta que teremos de travar contra a nova tentativa do chamado "Museu do Salazar". A URAP fará, como aconteceu em 2007, todos os esforços para que se cumpra a Constituição da República e para que Santa Comba não se transforme num "santuário" ao fascismo, atraindo fascistas portugueses e estrangeiros.

 

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Intervenção de Marília Villaverde Cabral, em Lisboa


Caros Amigos,


Em nome da Comissão Organizadora desta Jornada, URAP – União de Resistentes Antifascistas, do Movimento Democrático de Mulheres, do Conselho Português para a Paz e Cooperação, da Associação de Colectividades de Lisboa, da Casa do Alentejo, da Voz do Operário e da União dos Sindicatos de Lisboa – CGTP IN, agradeço a todos a vossa presença.


A 9 de Maio de 1945, há 70 anos, o Povo de Lisboa encheu esta Praça do Rossio com uma imensa alegria e uma grande esperança. Traziam bandeiras dos países aliados e como não podiam trazer as bandeiras da União Soviética, traziam paus vermelhos para que não fosse esquecido o papel da União Soviética nesta vitória sobre o nazi-fascismo. A guerra tinha terminado. O Exército Vermelho tinha tomado o Reichstag, em Berlim e de 8 para 9 de Maio, a Alemanha tinha assinado a Acta da Capitulação. Do ponto mais alto do Reichstag, um soldado soviético colocou a bandeira com a foice e o martelo, fotografia que todo o Mundo reconhece.


Em Berlim, num Congresso da FIR - Federação Internacional de Resistentes, a URAP teve a oportunidade de ver um monumento em pedra, com o nome gravado de todos os soldados soviéticos que libertaram Berlim. Os democratas e antifascistas alemães não esquecem a dívida de gratidão para com aqueles soldados.
A URAP, nestas Comemorações, teve a honra de receber a Tocha da FIR – Federação Internacional de Resistentes, símbolo da Paz e da Liberdade.


Em Portugal, passou já pelo Porto, por Aveiro, pela Moita, por Peniche, por Grândola, por Loures, por Alhandra, pelo Barreiro, Seixal, Setúbal e Almada e, embora as Comemorações do fim da Guerra não terminem já, a Tocha da FIR encerra aqui em Lisboa, o seu percurso.


Mas nestas Comemorações, a Tocha já percorreu também vários países: a Bulgária, a Macedónia, a Hungria, a Itália, o Vaticano – onde foi abençoada pelo Papa Francisco, Israel, Áustria, a República Checa, a Grécia, agora em Portugal e depois em Espanha.


Estas Comemorações são, sem dúvida, um contributo para que não se esqueça o períodos mais negro da História da Humanidade: os mais de 50 milhões de mortos, todo o sofrimento e horror por que passaram todos aqueles homens, mulheres e crianças nos campos de concentração nazis, de Auschwitz, de Maidanek, de Treblinka, de Dachau, de Mauthausen e de Buchenwald, as torturas, as câmaras de gás, as humilhações, as experiências chamadas "médicas", a que a barbárie nazi-fascista infligiu aos prisioneiros.


Mas comemorar a vitória sobre o fascismo, é também homenagear a Resistência heróica dos que se bateram desde os primeiros dias da ocupação nazi até à expulsão e derrota dos invasores, como o povo francês, com os seus maquis, os seus partisans, o povo jugoslavo que chegou a organizar um exército de civis com mais de 300 mil homens, o mártir povo soviético que resistiu heroicamente até à vitória. Por toda a Europa, os povos resistiram, em contraste com a atitude capitulacionista da grande maioria dos círculos governantes representativos da grande burguesia da Europa, como é o caso da França, cujo governo se rendeu e se instalou em Vichi, deixando a Alemanha ocupar Paris e a parte Norte do país.
Honra seja feita a De Gaulle que apelou aos franceses para a resistência ao ocupante nazi.


Em Portugal, a neutralidade de Salazar não é verdadeira: desde sempre apoiou os fascistas. Desde o início da Guerra Civil de Espanha, que de certa forma foi um ensaio para a Guerra Mundial, enquanto a aviação militar da Alemanha e de Itália bombardeava populações indefesas, como em Guernica, Salazar enviava a Franco mantimentos, como aliás o fez durante a guerra, enviando-os também para a Alemanha, enquanto o Povo português vivia a fome mais negra, o racionamento, as longas bichas de espera para adquirir, por vezes, um pouco de pão. Já em 1939, enquanto proclamava a neutralidade e reafirmava a aliança com a Inglaterra, são conhecidos os contactos com os nazis, para o envio de toneladas de volfrâmio e, Lisboa, era um verdadeiro centro de espionagem ao serviço de Hitler. Entretanto, a partir 1941 rebentam, por várias zonas do País, importantes lutas de massas, contra o racionamento de produtos de maior necessidade e contra o congelamento de salários. As greves, as marchas da fome assustaram Salazar que logo atirou para as prisões e para o campo de concentração do Tarrafal, inaugurado em 1936, dirigentes comunistas e outros democratas. Mas as greves, as marchas dos trabalhadores dessa época, ficaram marcadas e permanecem nos corações dos democratas e antifascistas, como uma dívida de gratidão para com aqueles que souberam resistir.


Salazar não queria salvar o povo e o país da guerra. Salazar queria salvar o seu regime fascista.
O desfecho da Segunda Guerra Mundial, preparada e desencadeada pelas forças da reacção imperialista internacional, traduziu-se contudo, pela luta dos Povos, em importantes mudanças no sentido da liberdade, da independência nacional e do progresso social.


O povo português, tal como hoje aqui, comemorou em festa a derrota do fascismo e com alguma esperança que o regime fascista português não se aguentasse. Mas em vez disso, Salazar sobreviveu com o apoio das democracias ocidentais. Sendo, inclusive, o governo português convidado a participar, desde a primeira hora, no Pacto do Atlântico em 1949. Mas Tarrafal vai continuar até 1954, até ser reaberto em 1961 para os patriotas africanos e, até ao 25 de 1974, vão continuar Aljube, Caxias e Peniche, bem como as criminosas guerras coloniais.


70 Anos depois, quando se pensava que tal horror não se viria a repetir, embora com características diferentes, vemos o Mundo mergulhado em guerras, no caos, na instabilidade. Acontecimentos recentes mostram-nos que não podemos abrandar na luta pela Paz: Na Ucrânia, no Afeganistão, no Iraque, na Síria, na Palestina, os povos sofrem, de novo, guerras que lhes são impostas e o Ocidente rodeia-se de barricadas contra o terrorismo. Ao assistirmos a todas estas situações, é impossível não nos vir à memória as ajudas da NATO e dos Estados Unidos da América – milhões de dólares e armamentos-aos bandos que operavam na Síria contra o governo de Damasco e que, afinal, parecem ser os mesmos que agora dizem combater.


Ao comemorarmos o fim da II Guerra Mundial, não seria justo não lembrar, com indignação as bombas atómicas lançadas pelos E.U.A. sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagazaki a 6 e a 9 de Agosto de 1945, contra populações civis, que nenhuma consideração de ordem militar podia justificar. Tanto mais quanto a perspectiva da derrota dos militaristas japoneses estava assegurada.


Todos os anos, nestas datas, democratas e antifascistas de todo o Mundo lembram estes dias, como um combate contra o esquecimento e para que nunca mais possa acontecer.


Caros Amigos,


Hoje, como perante os negros tempos do nazi-fascismo, por intransponíveis que possam parecer as dificuldades, os exemplos do passado mostram que, mesmo que leve tempo, o futuro pertence não aos que oprimem e exploram, mas aos que resistem e lutam em prol da emancipação da Humanidade.

 

12 de Fevereiro de 2013

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A Tocha da FIR chega a Portugal a 29 de Janeiro e inaugura as comemorações na Cidade do Porto, onde de manhã ocorrerá uma sessão-aula para alunos da Escola Secundária de Gondomar e da parte da tarde dá-se às 17h a recepção da Tocha na Praça da Liberdade e subsequente partida para os Fenianos, onde ocorrerá uma Sessão Pública alusiva ao 70º aniversário da II Guerra Mundial.

No dia 30 de Janeiro a tocha dirigir-se-á à cidade de Aveiro, onde ocorrerá uma sessão-debate na Escola Secundária de Vagos.

O concelho da Moita receberá a tocha no dia 31 de Janeiro, no Fórum Cultural José Manuel Figueiredo, na Baixa da Banheira, perante uma plateia de desportistas.

 

A 1 de Fevereiro a Tocha rumará a Peniche onde (até dia 1 de Fevereiro), com a colaboração da Câmara Municipal de Peniche, sob o lema "Tocha da Liberdade em Peniche – 70º aniversário do final da 2ª Guerra Mundial" vão ocorrer diversas iniciativas tais como uma sessão de poesia na Escola Secundária de Peniche (dia 30, pelas 21:30h), uma visita à fortaleza de Peniche (com recepção da tocha pelas 10:30h de dia 1 de fevereiro), a inauguração de exposições (com destaque para a exposição "70º aniversário do fim da 2ª Guerra Mundial e da vitória sobre o nazi-fascismo", organizada pela URAP e patente até 5 de Abril, na fortaleza de Peniche) e o percurso da Tocha da Liberdade pelo concelho de Peniche (com a participação e colaboração do "Berlengas Bike Team, da Associação Recreativa, Cultural e Desportiva de Ferrel e do "Vespas Clube do Oeste").

Posteriormente até dia 5 de Fevereiro a Tocha percorrerá a cidade de Grândola, a cidade de Loures e na Freguesia de Alhandra, onde a URAP contará com o apoio das Câmaras Municipais de Grândola e de Loures e a União de Freguesias de Alhandra.

No dia 6 de Fevereiro, a Tocha estará na Cidade do Barreiro onde, com a colaboração da Câmara Municipal, da parte da manhã passará por várias zonas operárias do Concelho, sendo depois colocada no largo do mercado 1º de Maio (pelas 10h) onde posteriormente vai decorrer uma pequena sessão solene (pelas 10:05h) e um conjunto de outras actividades que se prolongam até à tarde, momento em que (pelas 15h) decorrerá no espaço J uma sessão-conversa dedicada à Paz e aos 70 anos do fim da II Guerra Mundial, terminando este dia no Cineclube do Barreiro com um Filme sobre a II Guerra Mundial seguido de debate.

Posteriormente é a vez do Seixal a 7 de Fevereiro receber a Tocha da Paz (onde com o apoio da respectiva Câmara Municipal, se inaugurará uma exposição da URAP, haverá o início de um ciclo de cinema e uma sessão-debate) e de Setúbal, a 8 de Fevereiro (contando também com o apoio da respectiva Câmara Municipal).

Entre 10 e 11 de Fevereiro é a vez da cidade de Almada receber a Tocha da FIR, onde com o apoio da Câmara Municipal de Almada estão previstas diversas iniciativas, sendo de destacar a recepção oficial da Tocha nos Paços do Concelho (pelas 10h), o percurso pelas 11 freguesias do concelho e uma sessão solene de encerramento (pelas 21h) no Fórum Romeu Correia.

Finalmente este périplo culminará a 12 de Fevereiro de 2015 na Cidade de Lisboa, onde com a colaboração da União de Sindicatos de Lisboa, ACCL, Voz do Operário, da Casa do Alentejo, do CPPC e de outras organizações, onde haverá, entre outras coisas, uma recepção da Tocha no Rossio, seguida de um cordão humano e que culminará com uma sessão de encerramento das actividades da Tocha da Paz e da Liberdade/FIR, a realizar no Rossio.

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