A entrada em vigor do Estatuto Nacional do Trabalho, fascista, e a proibição dos sindicatos no início do ano de 1934, levantou uma onda de protesto dos trabalhadores e do movimento sindical que convocaram para 18 de Janeiro uma greve geral revolucionária, com o objectivo de derrubar o governo de Salazar.
A insurreição falha, mas na Marinha Grande os operários vidreiros tomam por algumas horas o poder, cercando a vila e cortando os acessos, ocupando os Correios e o posto da GNR, acção logo esmagada por uma violenta repressão.
Derrotado o levantamento popular, a GNR inicia uma busca a todas as casas da região e prende e tortura brutalmente os dirigentes sindicais, na sua maioria comunistas.
Muitos sindicalistas do 18 de Janeiro iriam inaugurar em 1937 - juntamente com comunistas, anarquistas e participantes na Revolta dos Marinheiros - o Campo de Concentração do Tarrafal, nos moldes dos campos nazis, e de onde 42 dos deportados não regressariam vivos.
O 18 de Janeiro de 1934 permanece bem vivo na memória dos habitantes da Marinha Grande, sobretudo dos operários vidreiros. Muita da toponímia da cidade lembra a revolta, e existe mesmo um monumento em honra dos participantes.
A URAP evoca a efeméride que ficou na história como um momento importante da resistência ao fascismo.


A Universidade do Minho, na pessoa de Fernando Conde Monteiro, professor catedrático e orientar de mestrado na área da Criminalidade, convidou a URAP para dar um testemunho sobre as prisões politicas em Portugal durante o fascismo.
Por M. F.
Alunos e professores de três turmas de História do 12.º ano da Escola Secundária D. Diniz, em Lisboa, convidaram a URAP para um encontro, dia 08 de Janeiro, no qual foram abordados assuntos de politica nacional e internacional.
Forças políticas de extrema-direita, apologistas do ódio, do racismo e da xenofobia, e branqueadoras do fascismo, emergem em vários países do mundo como uma ameaça real à liberdade e à democracia.
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