Anabela Carlos, membro do Conselho Nacional da URAP, com trabalho no âmbito do Arquivo Histórico, morreu dia 2 de Outubro, no Montijo, após internamento hospitalar, aos 61 anos. O corpo da dirigente da URAP estará hoje a partir das 16:00 nas capelas de São Sebastião, no cemitério do Montijo, e o funeral realiza-se na manhã de terça-feira.
Licenciada e Mestre em Gestão e Políticas Públicas pelo ISCSP/Lisboa, Anabela Carlos, filha dos comunistas José Carlos e Olívia Maria, nasceu na clandestinidade perto de Mafra e foi presa com os pais quando tinha um ano e meio. Viveu no Forte de Caxias com a mãe até aos 3 anos. Entregue aos tios, com quem viveria até aos 12 anos, regressa ao convívio dos pais, entretanto libertados e de novo na clandestinidade, quando tinha 12 anos.
Perto de Gondomar, onde viviam, tornou-se uma verdadeira funcionária, tendo a seu cargo diversas tarefas do partido, como dactilografar documentos e distribuir o “Avante” clandestino.



A URAP em conjunto com as Juntas de Freguesia do Couço, no concelho de Coruche, e de Galveias, no concelho de Ponte de Sor, organizou duas sessões, dia 24 de Setembro, destinadas a divulgar os livros “Elas estiveram nas prisões do fascismo”, “Os presos e as prisões políticas em Angra do Heroísmo” e “MJT e a luta dos jovens trabalhadores-fios de memória”.
A URAP apresentou durante a Festa do Avante, que decorreu nos dias 2, 3 e 4 de Setembro passado, dois livros editados pela organização, nomeadamente, a última publicação “Os Presos e as Prisões em Angra do Heroísmo”, e ainda “MJT e a luta dos jovens trabalhadores - Fios de Memória”.
O Clube de Praças da Armada (CPA) e a Associação de Praças (AP) convidaram a URAP, representada por Carlos Mateus, do Conselho Directivo, para participar, dia 10 de Setembro, na cerimónia comemorativa do 86º Aniversário da Revolta dos Marinheiros de 8 de Setembro de 1936, do Dia Nacional da Praça das Forças Armadas e do 12º aniversário da inauguração do Monumento ao Marinheiro Insubmisso.
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