As celebrações do 25 de Abril no Porto pela União de Antifascistas Portugueses tiveram este ano um duplo objectivo: comemorar a Revolução dos Cravos e o centenário do nascimento de Virgínia de Moura, engenheira, antifascista e membro da URAP.
As celebrações do 25 de Abril no Porto pela União de Antifascistas Portugueses tiveram este ano um duplo objectivo: comemorar a Revolução dos Cravos e o centenário do nascimento de Virgínia de Moura, engenheira, antifascista e membro da URAP.
"É importante falar do 25 de Abril. E falar do 25 de Abril é falar do que foi conquistado pela luta do povo, em aliança com o Movimento das Forças Armadas, e que na pessoa do senhor general Pezarat Correia aproveito para saudar", disse a coordenadora da URAP no almoço comemorativo da data, dia 2 de Maio, em Almada.
Marília Villaverde Cabral referia Pezarat Correia, convidado para a sessão, que na sua intervenção tinha lembrado os valores de Abril e sobretudo falado do presente, dos ditames da U.E. no caso da Grécia, e nas eleições, em que certa comunicação social e comentadores nos colocam na inevitabilidade dos votos nos mesmos partidos a que chamam de "arco da governação".
No dia 25 de Abril, a Câmara Municipal de Lisboa inaugurou, nas antigas instalações da prisão política do Aljube, o Museu Resistência e Liberdade.Na cerimónia, entre os cerca de 200 democratas e ex-presos políticos, a URAP, membro da Comissão Consultora para a criação do Museu, fez-se representar pelos dirigentes José Pedro Soares, também ex-preso político, Marília Villaverde Cabral e Olga Macedo.
Sócios da URAP desceram a Avenida da Liberdade, em Lisboa, juntamente com muitos milhares de pessoas, na tradicional marcha do 25 de Abril, para assinalar os 41 anos da Revolução dos Cravos e os 40 anos das primeiras eleições livres em Portugal.
Cenário idêntico aconteceu um pouco por todo o país, como no Porto ou em Setúbal, mas as comemorações do 25 de Abril da URAP tiveram como ponto alto sessões em escolas e colectividades para contar aos mais jovens o que foi a revolução, como era o Portugal do regime fascista e a actual destruição dos ideais de Abril.
A URAP apela a todos os sócios e amigos a que se associem às comemorações populares do 25 de Abril que ocorrem por todo o país.
Para o desfile em Lisboa, na Avenida da Liberdade, o ponto de encontro será em frente ao Diário de Notícias, ás 14h30.
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