O livro "Os Presos e as Prisões Políticas em Angra do Heroísmo" lançado na Torre do Tombo, em Lisboa
O auditório da Torre do Tombo acolheu, dia 20 de Junho, o lançamento da última edição da União de Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP), o livro "Os Presos e as Prisões Políticas em Angra do Heroísmo", que contém uma lista de 645 presos nas cadeias políticas de Angra do Heroísmo, Açores, entre 1933 e 1943.
O livro tinha sido apresentado em Angra do Heroísmo, dia 9 de Maio, integrado na viagem de um grupo de sócios e amigos da URAP às ilhas Terceira e S. Miguel, nos Açores, entre os dias 8 e 12 de Maio, na presença do presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, Álamo de Menezes.
A sessão, à qual assistiram cerca de 50 pessoas, foi presidida por Marília Villaverde Cabral, vice-presidente a Assembleia Geral da URAP, e coube ao escritor Domingos Lobo apresentar a obra.
Para Domingos Lobo, "Os Presos e as Prisões Políticas em Angra do Heroísmo" é “um livro político porque toma partido contra o silêncio, contra as subliminares tentativas de branquear a história do fascismo, nomeadamente o seu lado mais sórdido. Este livro é um poderoso épico, com nomes, rostos, palavras de um povo que se ergueu do chão raso da ignomínia e cantou o dia claro e o direito a respirar livremente na sua própria pátria”.


A pintura Aborto (1997-1999) surge para criticar o resultado do primeiro referendo ao aborto, realizado em Portugal em 1997, pelas mãos da pintora Paula Rego, que morreu em Londres aos 87 anos de idade, no dia 8 de Junho.
Isaura Borges Coelho (1926-2019), enfermeira antifascista e ex-presa política, foi homenageada pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), dia 1 de Junho, numa sessão que tinha também como objectivo comemorar os 48 anos do 25 de Abril e apresentar o livro da URAP “Elas estiveram nas cadeias do fascismo”.
Apelo Paz sim! Guerra e corrida aos armamentos não!
Luísa de Medeiros, José António e Eugénio Ruivo, do núcleo de Mafra da URAP, encontraram-se com três turmas do 9º ano da Escola Básica, no âmbito da disciplina de História, dia 23 de Maio, para falarem sobre o regime fascista que oprimiu Portugal durante 48 anos.
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