“Elas estiveram nas prisões do fascismo” foi apresentado em Viseu, dia 23 de Abril, por Conceição Matos, ex-presa política nascida em São Pedro do Sul sujeita a torturas e espancamentos, homenageada, entre muitos outros, por Zeca Afonso na canção “Na rua António Maria”.
A sessão pública de apresentação da obra, que contém a lista de 1 755 mulheres presas durante a ditadura, muitas delas oriundas ou residentes no distrito de Viseu, foi organizada pelo núcleo de Viseu/Stª Comba Dão da URAP e pelo núcleo de Viseu do Movimento Democrático de Mulheres (MDM) no Bar Pinguinhas.
Conceição Matos, nascida em São Pedro do Sul numa família de sete irmãos e pai operário, antiga funcionária do PCP, é uma figura incontornável da resistência ao fascismo, falou sobre o livro e sobre a sua experiência nas prisões da PIDE.
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“Aos que em Mafra, na longa noite fascista, foram portadores da chama da liberdade. O nosso reconhecimento”, lê-se na placa instalada no 40º aniversário do 25 de Abril, local onde este ano o núcleo da URAP de Mafra se concentrou para homenagear todos os antifascistas presos entre 1933 e1974.
O núcleo do Porto da URAP recordou, dia 14 de Abril, os 50 anos da Grande Manifestação contra a carestia de vida de 15 de Abril de 1972, que reuniu na Praça da Liberdade/Avenida dos Aliados, no Porto, mais de 40 mil manifestantes.
Quando se pensa em teatro, vários nomes nos vêm à memória, entre os maiores está Eunice Muñoz. Morreu dia 15 de Abril, aos 93 anos, 45 em ditadura, 48 em liberdade, como afirmou, após ter cumprido 80 anos de carreira.
por Cristina Pratas Cruzeiro, Historiadora da Arte e Investigadora científica
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