Quando se pensa em teatro, vários nomes nos vêm à memória, entre os maiores está Eunice Muñoz. Morreu dia 15 de Abril, aos 93 anos, 45 em ditadura, 48 em liberdade, como afirmou, após ter cumprido 80 anos de carreira.
“Uma mulher como as outras”, como gostava de ser lembrada, que “ nunca se imaginou fora do teatro, mãe de seis filhos, com netos e bisnetos".
Eunice, figura notável da cultura nacional, disse ao falar de Abril: ”em 74 vi Portugal renascer às mãos de quem lhe queria bem, às mãos de capitães que ousaram trazer ao povo a liberdade na forma da flor do cravo, pela memória desse país de medo e solidão, não pode haver nada que nos possa fazer voltar ao redil. Com ou sem batom vermelho, direi ao fascismo disfarçado, até que não possa dizer mais, Não, Não passarão".
Fez cinema, televisão e teatro, o seu "grande amor". Para Eunice Muñoz, a sua maior queixa prendia-se com a ditadura do Estado Novo e as peças que gostava de ter feito e que lhe "foram roubadas" pela censura.


por Cristina Pratas Cruzeiro, Historiadora da Arte e Investigadora científica
O livro da URAP “Elas Estiveram nas Prisões do Fascismo” foi o ponto de partida para uma conferência no feminino, dia 9 de Abril, no Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal (Maeds).
O psiquiatra e antifascista Afonso de Albuquerque, que pertenceu à Comissão Nacional de Socorro dos Presos Políticos, morreu dia 5 de Abril na sua casa, em Lisboa, aos 86 anos.
“A Assembleia Constituinte, reunida na sessão plenária de 2 de Abril de 1976, aprova e decreta a Constituição da República Portuguesa”, lê-se no Preâmbulo da Constituição, evocada pela URAP em sessão comemorativa.
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