Com uma capa alusiva ao 8 de Maio de 1945 – quando o povo festejava o fim da II Guerra Mundial em França e o governo colonialista francês levava a cabo um massacre nas cidades argelinas de Sétif, Guelma e Kherrata (*) - o jornal editado pela Federação Nacional dos Deportados e Internados, Resistentes e Patriotas de França publica o artigo "Resistência Antifascista em Portugal", de Marília Villaverde Cabral.
A coordenadora da URAP descreve no último número de "O Patriota Resistente" os 48 anos da ditadura e as suas principais características, nomeadamente a miséria, a repressão, o colonialismo e a guerra, e conta a forma como os portugueses lutaram contra ela, o que desencadeou uma violenta repressão, com elevadas penas de prisão nas cadeias de Peniche, Caxias, Porto e no campo de concentração do Tarrafal.
Sublinha o trabalho da URAP contra o "branqueamento" do fascismo nas suas diversas vertentes quer erguendo um mausoléu em memória dos mortos do Tarrafal, quer lutando pela construção do Museu da Resistência e Liberdade no Forte de Peniche ou ainda colocando uma placa evocativa nos Fortes de São João Baptista e S. Sebastião nos Açores.
Falando no perigo do regresso ao fascismo nos dias de hoje, o artigo refere, com inquietude, a subida das forças de direita em numerosas regiões do mundo, embora em Portugal a sua expressão seja pequena. Conta a luta contra a criação de um museu dedicado ao ditador Salazar na sua terra natal, Santa Comba Dão, que incluiu grande mobilização popular e a sua discussão na Assembleia da República.
A revolução libertadora do 25 de Abril de 1974, o trabalho junto da juventude e dos estudantes para preservar a memória, a pandemia que assola o mundo nos dias de hoje e a resposta do Serviço Nacional de Saúde, consagrado na Constituição, e de outros serviços púbicos não foram esquecidos, ao mesmo tempo que louva as medidas do governo português para proteger os refugiados e os emigrantes no reconhecimento do seu direito à saúde e às ajudas sociais, regularizando a sua permanência em solo nacional.
[Ver texto abaixo]


"Nós, abaixo-assinados, agindo em nome do Alto Comando Alemão, aceitamos a capitulação incondicional de todas as nossas Forças Armadas em terra, no mar e no ar, assim como de todas as forças actualmente sob comando alemão, perante o Supremo Comando do Exército Vermelho bem como perante o Supremo Comando do Corpo Expedicionário Aliado".
A URAP saúda todos os trabalhadores no dia 1º de Maio, este ano em tempo de pandemia e de grave recessão económica decorrente desta e que será comemorado pelos sindicatos de forma especial, precavendo a saúde pública dos portugueses.
A URAP torna desde já a público a decisão de evocar, no dia 1 de Maio de 2021, os 85 anos da jornada de 1936, quando antifascistas colocaram seis bandeiras vermelhas nos edifícios dos Correios e Telégrafos, Capitania do Porto, Portas da Alfandega, Central Eléctrica, Escola Industrial e obras do Porto de Abrigo daquela cidade.
A URAP, respondendo ao apelo da Comissão Promotora das Comemorações Populares do 25 de Abril, que integra, cantou a "Grândola, Vila Morena" e o Hino Nacional, a partir da suas sedes em Lisboa e em Setúbal, juntando-se assim aos milhares de pessoas que cantaram a partir das suas janelas e a partir de outras associações, colectividades e sindicatos. No Porto, foram colocados cravos e uma faixa no local onde, todos os anos, se assinala o dia da Revolução.
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