A URAP e a Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC) assinaram, dia 17 de Julho, em Peniche, um protocolo de cooperação que visa o desenvolvimento de um conjunto de acções, nomeadamente partilha de conteúdos, previstas no projecto de criação do Museu Nacional da Resistência e da Liberdade.
Com a presença da Ministra da Cultura, o protocolo foi assinado pelo membro do Conselho Directivo da URAP e ex-preso político José Pedro Soares e pelo director-geral do Património Cultural, Bernardo Alabaça. Na mesma ocasião, a DGPC assinou um documento com os mesmos objectivos com António Capucho, representante do PCP, outra das entidades que integra a Comissão de Instalação dos Conteúdos e da Apresentação Museológica.
José Pedro Soares valorizou, na sua intervenção, o trabalho, a colaboração e a parceria com a DGPC; o Memorial erguido no pátio da fortaleza em honra dos presos políticos; o circuito da solidariedade e resistência; o trabalho da URAP nas escolas; o acompanhamento de grupos de visitantes e outras iniciativas que ali decorreram; sublinhando a importância dos objectos e muitos documentos que os ex-presos deixaram e que agora serão entregues para que possam ser expostos no Museu.
Graça Fonseca, por seu lado, afirmou que "o se quer naquele local não é apenas um museu, mas algo em que as novas gerações possam reviver aquilo que nunca imaginaram que alguém viveu", acrescentando que a participação cívica no museu é uma das formas de "garantir que o fascismo nunca mais voltará a existir em Portugal".


A URAP apoia a
A URAP congratula-se com aprovação por unanimidade, dia 9 de Junho, pela Assembleia da República, da concessão de honras de Panteão Nacional a Aristides de Sousa Mendes, o cônsul português em Bordéus que salvou a vida de milhares de judeus durante a II Guerra Mundial.
"Um democrata não morre, quando sucumbe transmite o facho e perdura nele", disse o médico, escritor neo-realista e antifascista Mário de Sacramento, que hoje completaria 100 anos, e a quem a URAP presta homenagem pela sua vida dedicada ao combate ao fascismo, que levou à instauração da democracia em Portugal.
Maria Custódia Chibante, resistente antifascista do Couço e ex-presa política, morreu quinta-feira, dia 2 de Julho.
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