José Pedro Soares, ex-preso político e dirigente da URAP esteve presente numa sessão em Évora promovida em conjunto pela colectividade SOIR Joaquim António d’Aguiar e a URAP sob o tema “O passado foi lá atrás?”, que visava lembrar as atrocidades do fascismo e a luta pela democracia em Portugal.
A sessão, realizada na sede da colectividade, ocorreu dia 17 de Setembro passado, e foi conduzida por Manuel Branco, nela participando igualmente José Mendes, dirigente da SOIR.
José Pedro Soares iniciou a sua intervenção dizendo que “veio conversar com amigos sobre temas da actualidade, mas também recorrendo à história e à nossa experiência enquanto democratas para poder evocar o 25 de Abril”.
“Queremos chamar a atenção para expressões e actos que estão a decorrer e que de alguma forma estão a pôr em causa a democracia e os seus valores tal como os entendemos”, disse.


A 11 de Setembro de 1973 um sangrento golpe militar, apoiado pela CIA, punha fim à experiência democrática do governo de Unidade Popular (UP) de Salvador Allende e abria caminho ao terror da ditadura de Augusto Pinochet.
Nikias Skapinakis, um dos nomes maiores da pintura portuguesa da segunda metade do século XX, antifascista desde a juventude, morreu dia 26 de Agosto, em Lisboa, aos 89 anos.
A URAP lembra, dia 8 de Setembro, os 84 anos da “Revolta dos Marinheiros”, data maior de um dos primeiros actos de resistência ao salazarismo, que levou a uma violenta repressão por parte das forças de segurança, com a prisão dos marinheiros revoltosos e o envio de muitos deles para o Campo de Concentração do Tarrafal.
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