A cadeia de Caxias encerrou mais de 10 000 presos políticos entre 1936 e 1974, é o que relata mais um livro da URAP agora editado, apresentado dia 9 de Maio na Faculdade de Direito de Lisboa na presença do director, Eduardo Vera Cruz, o coordenador da organização, José Pedro Soares, e o Tenente Fuzileiro David Geraldes, que participou na libertação dos presos.
“Cadeia de Caxias - a repressão fascista e a luta pela liberdade”, da Colecção Páginas de Memória, foi lançado na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa numa
sessão realizada com o apoio da Associação Portuguesa dos Juristas Democratas (APJD), presidida por Álvaro Pato, do Conselho Fiscal da URAP e ex-peso político.


A mesa da Conferência Internacional promovida pela URAP "Democracia, paz e liberdade. Fascismo nunca mais", que decorreu no passao do dia 26 de Abril no Auditório da Escola Secundária de Camões, em Lisboa, foi constituída pelo coordenador da URAP, José Pedro Soares, por Ana Páscoa, do Conselho Nacional, pelos membros do Conselho Directivo César Roussado, Carlos Mateus, Teresa Lopes e Edgar Costa, por Eulália Miranda da Mesa da Assembleia Geral e por Ulrich Schneider, secretário-geral da Federação Internacional de Resistentes (FIR).
O sonho tornou-se realidade: foi inaugurado o Museu Nacional Resistência e Liberdade, a 27 de Abril de 2024, 50 anos depois da saída dos últimos presos políticos daquela fortaleza sobre o mar, onde o regime fascista encarcerava, para cumprir pena, os homens condenados por lutar por um mundo melhor.
O economista Sérgio Ribeiro, antifascista que dedicou a vida à luta pela democracia e pela emancipação dos povos, obreiro da Revolução de Abril, que participou no II Congresso Republicano de Aveiro, em 1969, e fez parte da Comissão Nacional do III Congresso da Oposição Democrática, realizado em 1973, em Aveiro, morreu dia 29 de Abril aos 88 anos.
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