A Revolução do 25 de Abril de 1974 teve um dos seus momentos determinantes quando, já na madrugada de dia 27, se abriram os portões das cadeias de Caxias e de Peniche e os presos políticos foram libertados.
Os milhares de presos que passaram pelas cadeias do fascismo, a maioria tendo sofrido a tortura e mesmo alguns mortos, foram vítimas da repressão da PIDE, um factor determinante para que a ditadura durasse 48 anos.
Em Caxias, para assinalar esse dia de há 50 anos, a URAP organizou uma cerimónia junto ao Monumento aos Libertadores e Libertados, presidida por Ana Pato, do Conselho Directivo da URAP.


“A ´Revolução dos Cravos´, em Abril de 1974, tornou-se um símbolo de que regimes fascistas, tais como a ditadura de Franco na Espanha ou o regime de Pinochet no Chile, poderiam ser derrotados pelo poder do povo e pela solidariedade internacional”, disse hoje, em Lisboa, Ulrich Schneider, secretário-geral da Federação Internacional de Resistentes (FIR).
José Pedro Soares, coordenador da União de Resistentes Antifascistas Portugueses, proferiu hoje o discurso de abertura da Conferência Internacional promovida pela URAP, "Democracia, paz e liberdade. Fascismo nunca mais", que decorre em Lisboa, destacando entre os seus objectivos a Revolução de Abril e a memória da resistência antifascista.
No âmbito das celebrações dos 50 anos do 25 de abril, a URAP vai realizar no dia 26 de abril, uma Conferência Internacional. A Conferência decorrerá em Lisboa, na Escola Secundária de Camões.
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