O 18 de Janeiro de 1934 é uma data que não pode ser esquecida na luta pela democracia. O movimento sindical promoveu uma jornada nacional contra a lei de criação dos sindicatos fascistas, que assume carácter insurreccional na Marinha Grande.
A insurreição falha, mas na Marinha Grande os operários vidreiros tomam o poder. Apenas por algumas horas, é certo, pois a repressão esmagaria a revolta.
Em Almada, Barreiro, Silves ou Sines os trabalhadores entraram em greve, em Lisboa rebenta uma bomba no Poço do Bispo, é cortado o caminho de ferro em Xabregas e na Póvoa de Santa Iria dá-se um aparatoso descarrilamento. Em Coimbra explode uma bomba na central eléctrica. Em Leiria as comunicações são cortadas. Assinalam-se ainda explosões na via férrea de Martingança, sabotagens em Tunes ou a obstrução da estrada entre Vila Boim e Terrugem.
Na Marinha Grande os acontecimentos atingem maiores proporções. Grupos de operários ocuparam o posto da GNR, o edifício da Câmara Municipal e os CTT e regista-se o atentado contra a residência de um industrial. É proclamado o efémero “soviete da Marinha Grande”.


Joaquim Judas, do Conselho Nacional da URAP, assina o editorial do
Odete Santos, advogada e carismática ex-deputada do PCP à Assembleia da República durante 27 anos, reconhecida pela verve, espontaneidade e coragem com que defendia as posições da sua bancada, morreu dia 27 de Dezembro aos 82 anos.
A URAP esteve junto ao Monumento de homenagem aos Libertadores e aos Libertados, dia 9 de Dezembro, junto à estação da CP de Caxias, para evocar a fuga de oito membros do PCP da Cadeia de Caxias, dia 4 de Dezembro de 1961, que constituiu uma enorme humilhação para a ditadura fascista de Salazar.
A URAP e o Foro Por La Memoria de Huelva organizaram, dia 25 de Novembro, a jornada Memória e Resistência, que contou com o apoio da Casa do Alentejo, em Lisboa, com o objectivo de recordar o fascismo em Portugal e em Espanha, a repressão e os combatentes pela liberdade.
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