O historiador Luís Farinha considerou, numa sessão realizada na Torre do Tombo, a obra “Elas Estiveram nas Prisões do Fascismo”, um tributo directo à memória e à verdade, um memorial das vítimas do fascismo, em livro” que “não sendo um livro de História é, contudo, um contributo precioso para um estudo histórico que lhe venha a suceder”.
Luís Farinha, investigador no Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e ex-director do Museu do Aljube Resistência e Liberdade, falava dia 20 de Outubro, num colóquio destinado a apresentar esta última obra editada pela URAP em Junho passado, cuja primeira edição se encontra esgotada.
“Como cidadãos de uma sociedade democrática fundada na luta das mulheres e dos homens que lutaram contra o fascismo temos para com elas e eles um tributo que nenhuma reparação material alguma vez conseguiria cumprir. Mais do que dá-los a conhecer, precisamos de socializar a sua memória e o seu nome para que a sociedade faça o seu reconhecimento”, acrescentou o orador.


Conhecer “o massacre de Badajoz em 14 de agosto de 1936”, após a ocupação da cidade pelas tropas nacionalistas de Franco, a que se seguiu a liquidação de centenas de republicanos, anarquistas, socialistas e comunistas, foi o tema principal de uma viagem organizada pela URAP, nos dias 15 e 16 de Outubro, a Badajoz.
O Salão Nobre da Casa do Alentejo encheu-se, dia 13 de Outubro, de activistas da URAP para discutirem a situação actual da organização e do país num ponto único da ordem de trabalhos, muito abrangente.
O auditório do Museu de Aveiro/Sta. Joana foi palco, dia 18 de Setembro, da apresentação do livro “Elas estiveram nas prisões do fascismo”, que teve como oradoras cinco mulheres antifascistas: Alcina Fernandes, Conceição Matos, Fernanda Simões, Manuela Silva e Zita Leal.

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