A Sociedade 1°de Agosto Santairiense acolheu, dia 19 de Dezembro, a apresentação por Marília Villaverde Cabral do livro “Elas Estiveram nas Prisões do Fascismo”, numa sessão organizada pelo núcleo da URAP de Santa Iria de Azóia, com a presença de cerca de 40 pessoas.
A sessão foi presidida por Diamantino Torres, do Conselho Nacional da URAP e do núcleo, que falou sobre as actividades que este tem levado a cabo e apresentou a Mesa composta por Marília Villaverde Cabral, vice-presidente da Assembleia Geral, e Luísa Simão, dirigente da Sociedade 1°de Agosto Santairiense.
Marília Villaverde Cabral fez uma resenha do conteúdo do livro e começou por destacar que “logo na primeira página, pode ler-se a dedicatória: ´a todas as mulheres portuguesas que, em tempos de medo, silêncio e opressão contribuíram com palavras e actos de resistência para a construção do caminho solidário para a liberdade e a democracia´”.
“A foto da capa chama logo a atenção para o horror a que as mulheres presas estavam sujeitas: Albina Fernandes agarrada ao seu filho, Rui, na cadeia, com medo que lho roubassem”, disse, acrescentando que o “livro trata, não só do enquadramento político, social, ideológico e cultural da ditadura fascista, mas igualmente da participação de mulheres em numerosas lutas no plano social, nos combates no plano político de formas semi-legais ou na clandestinidade, numa sociedade dominada por valores conservadores e patriarcais”.



A URAP foi convidada para uma palestra sobre a luta clandestina nos tempos da ditadura fascista, a Revolução de 25 de Abril de 1974 e os objectivos alcançados, dia 13 de Dezembro, na EPI – Escola Profissional de Imagem, Lisboa, a convite de duas professoras da escola.
O auditório da Torre do Tombo acolheu, dia 15 de Dezembro, uma sessão pública promovida pela URAP para celebrar o centenário da Seara Nova, importante e histórica revista de intervenção democrática, fundada a dia 15 de Outubro de 1921 por Aquilino Ribeiro, Augusto Casimiro, Azeredo Perdigão, Câmara Reys, Faria de Vasconcelos, Ferreira de Macedo, Francisco António Correia, Jaime Cortesão, Raul Brandão e Raul Proença.
Adriano Correia de Oliveira, figura da resistência ao fascismo e grande nome da canção de intervenção portuguesa, morreu aos 40 anos, em 16 de Outubro de 1982. Para o lembrar, o Centro Artístico Adriano Correia de Oliveira está a convidar pessoas, colectividades e instituições a aderirem ao projecto de Comemoração dos 80 anos do Adriano.
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