O Museu Nacional Resistência e Liberdade (MNRL), na Fortaleza de Peniche, foi distinguido em 2021 com a Medalha de Honra da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), prestigiante galardão entregue, dia 25, em Lisboa, numa cerimónia comemorativa do Dia do Autor Português.
Segundo uma nota de imprensa da Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC),” esta distinção da SPA constitui um significativo reconhecimento público do intenso trabalho de investigação e de criação de parcerias que tem sido desenvolvido pelo MNRL desde a sua inauguração, a 25 de Abril de 2019”.
“O objectivo do Museu é resgatar a Memória, estudá-la e preservá-la, para que no seu conhecimento se alicercem os valores de Liberdade, Cidadania e Direitos Humanos que importa robustecer, promover e difundir”, acrescenta.
A URAP, parceira do MNRL, saúda a coordenadora executiva da instalação do museu, a antropóloga Teresa Albino, e toda a equipa, e congratula-se com a atribuição do prémio que revela a importância que a sinistra cadeia de Peniche, onde estiveram encarcerados durante a ditadura 2 510 antifascistas entre 1934 e 1974.
Os seus nomes estão inscritos no Memorial, inaugurado a 27 de Abril de 2019, à entrada da Fortaleza, resultado do trabalho da URAP, em colaboração com o Município de Peniche, em parceria com o Museu Nacional da Resistência e da Liberdade. É uma homenagem também a eles.


“Perdemos o meu avô. Uso o plural em toda a sua extensão. Perdemos o meu avô, todos nós. Quem não o conheceu que saiba que ontem partiu o mais gentil dos inquebrantáveis, o mais juvenil dos heróis. Um militante!”
Os núcleos da URAP dos Concelhos da Moita e Barreiro organizaram no Ginásio Atlético Clube da Baixa da Banheira, dia 23 de Maio, um almoço comemorativo do 45º aniversário da URAP, no qual participou Carlos Mateus do Conselho Directivo.
A URAP tem uma nova sede. Inaugurada em Aveiro, dia 22 de Maio, sinal do crescente reforço da organização e ferramenta essencial para o seu trabalho, teve a presença de Vítor Dias, do Conselho Nacional, e dos elementos do núcleo da cidade dos canais e dos moliceiros.
No âmbito da rubrica "Testemunhos", a URAP vai publicar em três fascículos (nos sábados 22 e 29 de Maio e 5 de Junho) a história da prisão de Luísa Vaz Oliveira, em Abril de 1970, estudante do 3º ano de Económicas no ISCEF, de Lisboa, e condenada a 21 meses de prisão pelo seu envolvimento no movimento estudantil antifascista. Luísa Vaz Oliveira, então com 22 anos, conta a tortura do sono que sofreu na sede da PIDE, na António Maria Cardoso, o isolamento em Caxias, os interrogatórios, a doença que padeceu na prisão, os fortes laços que estabeleceu com outras presas, o julgamento no Tribunal da Boa Hora. Um relato na primeira pessoa, para que a memória não se apague.
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