O ex-preso político e dirigente da URAP José Pedro Soares foi eleito, dia 5 de Maio, pelo Conselho Directivo, para o biénio de 2021/23, para o cargo de coordenador da organização, após a Assembleia Geral de 10 de Abril, substituindo assim Marília Villaverde Cabral.
José Pedro Soares, nasceu a 14 de Março de 1950, em Cachoeiras, Vila Franca de Xira. É desde há muito membro do Conselho Directivo e destacado activista da URAP. Tem desempenhado as mais diversas tarefas, com especial destaque para a divulgação junto da juventude da sua vida enquanto preso, dos tempos da ditadura e do 25 de Abril da 1974. Preso em 1 de Junho de 1973, aos 21 anos, seria libertado na madrugada de 27 de Abril de 1974, em consequência da revolução de Abril. “Estive em Caxias e Peniche onde fui alvo de torturas, espancamentos e muitos interrogatórios. Após ter sido julgado e condenado, por pertencer à oposição democrática, ser membro do Partido Comunista Português e lutar contra a guerra colonial, permaneci isolado numa cela, num ambiente de grande destruição física e psicológica”, relatou José Pedro Soares à imprensa.
Marília Villaverde Cabral, nascida em Lisboa a 24 de Junho de 1942, desempenhou o cargo desde 2012, e é agora vice-presidente da Assembleia Geral.
Militante antifascista desde a juventude, sindicalista, membro da oposição democrática, e defensora dos direitos da mulher, desempenhou os mais altos cargos no Partido Comunista Português e na União de Resistentes Antifascistas Portugueses, na qual se mantém e continua a trabalhar.
A reunião de direcção de dia 5 de Maio passado, para além da eleição do coordenador, discutiu aspectos de organização e tarefas de carácter imediato que os membros da direcção estão a levar a cabo.


O núcleo da Moita da União de Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP) e a Câmara Municipal da Moita promoveram, dias 28 e 30 de Abril, duas sessões de cinema que abordam os temas do 25 de Abril e do período revolucionário.
Uma delegação da URAP, encabeçada por Carlos Mateus, do Conselho Directivo, esteve presente na abertura da exposição "As Mulheres, os Sonhos e a Luta", promovida pela Imargem - Associação de Artistas Plásticos do Concelho de Almada, em parceria com o MDM de Almada.
Representantes dos Núcleos da URAP do Barreiro e da Moita, da União dos Sindicatos de Setúbal e ainda o antigo preso político de Caxias e Peniche Faustino Reis organizaram um Acto Público Antifascista no Largo 3 de Maio, no Alto do Seixalinho, Barreiro, de evocação da luta e da repressão de 3 de Maio de 1970.
Na biblioteca da Escola Marquesa de Alorna, em Lisboa, crianças de nove anos, com um cravo na mão, declamaram poesia de vanguarda e cantaram “Grândola Vila Morena”, a canção emblemática de Zeca Afonso, para celebrar Abril.
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