A URAP saúda com enorme satisfação a aprovação pela Câmara Municipal de Lisboa (CML) , dia 19 de Maio, por unanimidade, da criação de um memorial aos presos e perseguidos políticos durante o período da ditadura, no Largo da Boa Hora.
O Largo da Boa-Hora é o local onde funcionaram os chamados “Tribunais Plenários” de Lisboa, que a partir de 1945 julgaram os antifascistas presos, condenando-os, normalmente, a elevadas penas de prisão por delito de opinião, penas essas quase sempre acrescidas por “medidas de segurança”, que podiam prolongar a detenção indefinidamente.
Para a CML, “a criação desse memorial pretende constituir também uma homenagem às famílias dos presos e perseguidos, permitindo transmitir às novas gerações informações e melhor conhecimento sobre esse período da nossa História, sem esquecer a violência repressiva usada nas então colónias portuguesas.


A URAP realiza nos próximos dias 3 e 4 de Junho uma visita ao Porto, onde os participantes poderão visitar, entre outras coisas, a antiga sede da PIDE, hoje Museu Militar, onde funciona o projecto “Do Heroísmo à Firmeza”, cuja primeira pedra foi lançada em 2015.
Uma placa em homenagem aos 349 combatentes portugueses presos durante a II Guerra Mundial no Campo de Concentração de Gurs, França, começou a ser instalada no Memorial do campo, dia 7 de Maio, numa iniciativa do Comité francês de homenagem a Aristides de Sousa Mendes.
A URAP lamenta a morte, dia 16 de Maio, vítima de Covid-19, do capitão de Abril Diniz de Almeida, nascido em Lisboa a 7 de Julho de 1944. O seu corpo estará na Basílica da Estrela, na tarde da próxima terça-feira, dia 18, realizando-se o funeral na manhã do dia seguinte para o cemitério do Alto de S. João.
A Palestina enfrenta uma vez mais uma ofensiva por parte do governo de Israel, que pretende anexar, pela força das armas, Jerusalém Oriental, contrariando as resoluções da ONU, que defendem a criação de um Estado palestiniano.
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