Foi no Fórum Municipal Luísa Todi, em Setúbal, que decorreu, dia 5 de Junho, o Encontro pela Paz - Pela Paz todos não somos demais, promovido por 12 organizações, entre as quais a URAP, o Conselho Português para a Paz e Cooperação e as Câmaras Municipais de Setúbal e de Loures.
Anabela Carlos, do Conselho Nacional da URAP, interveio no painel sobre Paz e Desarmamento, apelando a todos para que “unamos as nossas vozes pela PAZ, contra o nazi-fascismo, contra ideais e acções fascistas, pela verdade”.
“A PAZ é um estado de equilíbrio e entendimento em si mesmo e entre outros, em que o respeito é adquirido pela aceitação das diferenças, da tolerância, e os conflitos são resolvidos através do diálogo, os direitos das pessoas são respeitados e as suas vozes são ouvidas”, disse.
“Mas não há paz sem igualdade de direitos e oportunidades para todos os seres humanos, tanto no âmbito político como no âmbito económico e social. Não há paz sem igualdade perante a lei, sem o fim da desigualdade social e económica”, acrescentou Anabela Carlos.
A oradora parafraseou o site das Nações Unidas, que afirma: “A paz é sinónimo de sociedades resilientes e estáveis, nas quais todos podem prosperar e desfrutar das suas liberdades fundamentais em vez de terem de lutar pelas suas necessidades básicas”.


Um grupo de sócios da URAP do Barreiro, Almada e Lisboa deslocaram-se ao Porto,
Lisboa comemorou, dia 29 de Maio, o 45º aniversário da URAP, num almoço na Casa do Alentejo com a presença de ex-presos políticos, sócios e amigos, e de José Pedro Soares que fez uma síntese da actividade da organização.
No âmbito da rubrica "Testemunhos", a URAP vai publicar em três fascículos (nos sábados 22 e 29 de Maio e 5 de Junho) a história da prisão de Luísa Vaz Oliveira, em Abril de 1970, estudante do 3º ano de Económicas no ISCEF, de Lisboa, e condenada a 21 meses de prisão pelo seu envolvimento no movimento estudantil antifascista. Luísa Vaz Oliveira, então com 22 anos, conta a tortura do sono que sofreu na sede da PIDE, na António Maria Cardoso, o isolamento em Caxias, os interrogatórios, a doença que padeceu na prisão, os fortes laços que estabeleceu com outras presas, o julgamento no Tribunal da Boa Hora. Um relato na primeira pessoa, para que a memória não se apague.
Conceição Matos, antifascista, ex-presa política e sócia da URAP foi homenageada, dia 30 de Maio, e tornou-se “sócia honorária d´A Voz do Operário”.
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