O Presidente da República agraciou, dia 6 de Julho, a título póstumo, o democrata e antifascista aveirense Mário Sacramento, com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade, em cerimónia decorrida no Palácio de Belém.
Na presença da família e no último dia do ano do centenário do nascimento de Mário Sacramento, que hoje faria 101 anos, Marcelo Rebelo de Sousa destacou a figura do homenageado.
Segundo o neto Vasco Sacramento, esta “distinção muito honra a família” e é “uma condecoração justíssima perante o percurso do médico que nada cobrava aos pobres, do escritor neo-realista prestigiado, do ensaísta e crítico literário respeitado, mas sobretudo do Humanista que sacrificou a sua saúde, a sua liberdade, o seu património e até o sossego da sua família pela luta pela Democracia”.
Em homenagem a Mário Sacramento transcrevemos aqui o texto que a URAP publicou a 7 de Julho de 2020, por ocasião do seu 100º aniversário:
«"Um democrata não morre, quando sucumbe transmite o facho e perdura nele", disse o médico, escritor neo-realista e antifascista Mário de Sacramento, que hoje completaria 100 anos, e a quem a URAP presta homenagem pela sua vida dedicada ao combate ao fascismo, que levou à instauração da democracia em Portugal.


A URAP, parceira do Museu Nacional Resistência e Liberdade, congratulou-se com a nomeação de Aida Rechena, ontem anunciada, para primeira directora do MNRL, situado na antiga cadeia do Forte de Peniche.
Lembrar a vida dos antifascistas para que a memória não se apague e para passar o testemunho às novas gerações é uma das finalidades da União de Resistentes Antifascistas Portugueses, que organizou uma sessão evocativa dos 70 anos do memorável comício de candidatura à Presidência da República do Prof. Ruy Luís Gomes.
Os núcleos de Lisboa e de Mem-Martins da URAP visitaram a antiga cadeia do Aljube, hoje Museu do Aljube Resistência e Liberdade, nos dias 21 de Maio e 29 de Junho, respectivamente, guiados por Adelino Pereira da Silva, ex-preso político e membro do Conselho Nacional.
“Elas Estiveram nas Prisões do Fascismo” foi apresentado pela URAP, dia 26 de Junho, na Casa do Alentejo, em Lisboa, numa sessão onde intervieram três dirigentes da organização e se assistiu a um concerto intercalado por poesia.
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