Um grupo de sócios da URAP do Barreiro, Almada e Lisboa deslocaram-se ao Porto,
dias 3 e 4 de Junho, num “percurso memória e resistência”, tendo sido recebido por Teresa Lopes e Maria José Ribeiro, da direcção da URAP.
A visita de dia 3 foi guiada por Mário Esteves, que mostrou a zona histórica da cidade, e levou o grupo numa viagem de barco pelo rio Douro.
Dia 4, o grupo deslocou-se às Caves do Vinho do Porto, em Gaia, e, depois do almoço, à antiga cadeia da PIDE, no Porto, hoje Museu Militar, onde o núcleo da URAP desenvolve há 15 anos o projecto “ Do heroísmo há Firmeza”, e se pretende venha a ser um museu de resistência.
Organizada por Adelaide Sacramento, a viagem terminou com uma ida à exposição "Panfletarismo" - resultado de uma parceria entre a DORP do PCP e a Câmara Municipal do Porto - integrada nas comemorações do centenário do PCP. Reúne duas centenas de cartazes, panfletos e brochuras, e está patente na Biblioteca Almeida Garrett - jardins do Palácio de Cristal.
Adelaide Sacramento deixou a promessa de que iniciativas como esta são para continuar a muitos outros pontos do país.


Lisboa comemorou, dia 29 de Maio, o 45º aniversário da URAP, num almoço na Casa do Alentejo com a presença de ex-presos políticos, sócios e amigos, e de José Pedro Soares que fez uma síntese da actividade da organização.
No âmbito da rubrica "Testemunhos", a URAP vai publicar em três fascículos (nos sábados 22 e 29 de Maio e 5 de Junho) a história da prisão de Luísa Vaz Oliveira, em Abril de 1970, estudante do 3º ano de Económicas no ISCEF, de Lisboa, e condenada a 21 meses de prisão pelo seu envolvimento no movimento estudantil antifascista. Luísa Vaz Oliveira, então com 22 anos, conta a tortura do sono que sofreu na sede da PIDE, na António Maria Cardoso, o isolamento em Caxias, os interrogatórios, a doença que padeceu na prisão, os fortes laços que estabeleceu com outras presas, o julgamento no Tribunal da Boa Hora. Um relato na primeira pessoa, para que a memória não se apague.
Conceição Matos, antifascista, ex-presa política e sócia da URAP foi homenageada, dia 30 de Maio, e tornou-se “sócia honorária d´A Voz do Operário”.
Adelino Pereira da Silva, do Conselho Nacional da URAP, esteve, dia 25 de Maio, na Escola Marquês de Pombal, em Lisboa, para falar sobre a situação de Portugal antes da revolução, da luta clandestina e do 25 de Abril de 1974, no âmbito de um projecto “Um dia cheirou-me a cravos …”e “À conversa com…”.
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