O lançamento do livro “Elas estiveram nas prisões do fascismo” decorreu, dia 19 de Junho, na Cooperativa Árvore, no Porto, e contou com várias intervenções de responsáveis da URAP e um concerto de guitarra portuguesa interpretado por Manuel Soares.
Teresa Lopes, do Conselho Directivo, lembrou a fundação da URAP e o contributo nos seus 45 anos de existência para que a memória do que foi o fascismo não seja apagada, nem branqueada. Fez ainda um breve apontamento do conteúdo daquela que é uma laboriosa obra colectiva que traz a público, pela primeira vez, o levantamento e a listagem das 1 722 mulheres que estiveram encarceradas nas várias prisões do fascismo, a partir dos 148 livros do Registo Geral de Presos e outros registos disponíveis na Torre do Tombo.


Os governos de Portugal e Cabo Verde assinam no próximo dia 5 de Julho, no ex-Campo de Concentração do Tarrafal, um memorando de entendimento para a candidatura daquele local por onde passaram presos políticos portugueses e das colónias a Património da Humanidade da UNESCO.
Américo Leal, que pertenceu ao Conselho Directivo da URAP, foi deputado à Assembleia Constituinte e Assembleia da República pelo distrito de Setúbal, membro do PCP desde a clandestinidade, morreu dia 18 de Junho, em Alhos Vedros, aos 99 anos de idade.
O coordenador da URAP, José Pedro Soares, abriu a sessão do Conselho Nacional, dia 16 de Junho, na Casa do Alentejo, em Lisboa, reunida para fazer o balanço da actividade e perspectivar o trabalho futuro.
David Dushman, o último soldado ainda vivo que participou da libertação do campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, morreu dia 5 de Junho, em Munique, Alemanha, aos 98 anos.
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